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Presidente da Guiana e Maduro definem data para encontro

Venezuela reivindica território do país vizinho

Maduro decretos
Maduro assinou seis decretos para um suposto novo Estado da Venezuela, a “Guiana Essequiba” | Foto: Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente da Guiana, Irfaan Ali, vão se encontrar na quinta-feira 14. A pauta da reunião é a disputa entre os dois países pelo território na região do rio Essequibo, rico em petróleo, sob tutela da Guiana. 

O primeiro-ministro de São Vicente e Granadinas, Ralph Gonsalves, fez a mediação do encontro. Ele informou, em carta dirigida a Maduro e Ali, que a reunião será às 10h (11h, no horário de Brasília).

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“Avaliamos, no interesse de todos, a necessidade urgente de desescalar o conflito e instituir um diálogo adequado, face a face”, disse o primeiro-ministro. “Ambos têm sido a favor desta posição na busca pela coexistência pacífica.”

O encontro será promovido pela Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), da qual Gonsalves é presidente temporário, e pela Comunidade do Caribe (Caricom). A carta também menciona que o presidente Lula foi convidado.

Celso Amorim no encontro entre Venezuela e Guiana

O governo brasileiro informou que, por ora, o assessor da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, deve representar Lula no encontro, embora ainda sem confirmações. 

Maduro manteve conversas com Lula e Gonsalves, nas quais fez a “proposta de realizar uma reunião de alto nível com a República Cooperativa da Guiana”, de acordo com a nota da chancelaria da Venezuela.

Em seu Twitter/X, Maduro publicou que está “ativando ao máximo a Diplomacia Bolivariana de Paz”. 

Em contrapartida, Maduro também declarou, na mesma rede social, quando fez a assinatura dos decretos oficiais para um suposto novo Estado da Venezuela, a “Guiana Essequiba”.

Conversa entre Lula e Maduro

Segundo o Palácio do Planalto, a conversa entre Lula e Maduro tratou da disputa com a Guiana pela região de Essequibo, rica em petróleo. De acordo com o governo, Lula “transmitiu a crescente preocupação dos países da América do Sul sobre a questão do Essequibo”. 

O petista falou sobre evitar medidas unilaterais que levem a escalar a tensão da situação, de acordo com o Palácio do Planalto.

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Maduro quer anexar 70% do território da Guiana. Embora a disputa entre os dois países ocorra há mais de meio século, as tensões aumentaram desde que, na região, uma empresa chamada ExxonMobil encontrou milhares de barris de petróleo, em 2015.

O chavista realizou um polêmico referendo, no domingo passado, no qual 95% dos eleitores supostamente apoiaram declarar a Venezuela como legítima detentora da região, segundo os resultados oficiais. No entanto, o referendo teve baixa adesão. Dos quase 30 milhões de venezuelanos, foram chamados a votar 20,7 milhões. 

Outros países da América do Sul, além de Rússia, Reino Unido e Estados Unidos, pediram nos últimos dias uma solução pacífica para o conflito.

Leia também: “A aventura expansionista de Nicolás Maduro”, reportagem de Eugenio Goussinsky na Edição 194 da Revista Oeste

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4 comentários
  1. A-DDS
    A-DDS

    Fosse os Estados Unidos da América governado por um HOMEM (Trump), ao invés de um velho caquético (e pedófilo), esse encontro jamais ocorreria.
    O problema do Maduro se resolve com um sniper. O do Carniça Maldito (e de vários outros), também.

  2. Christian
    Christian

    Será que isso não é uma nova Narrativa combinada entre Maduro e Lula ?
    Abrir algo de caótico para que, se resolvido pelo Molusco, melhora o crescimento deste anão da Diplomacia ?
    O nosso Mula já está tão por baixo que não duvido disso.

  3. Daniel
    Daniel

    Não estou acreditando que o Presidente da Guiana aceitou conversar com o Ditador Maduro!! Não é possível!! Jamais poderia ter aceitado!! Não existe negociação com invasores!! Bala neles !!

  4. PAULO SILVA
    PAULO SILVA

    SE O CACHACEIRO DE NOVE DEDOS SENTAR-SE NUMA MESA DE BAR COM O DITADOR E COM O PRESIDENTE DA GUIANA, RÁPIDO CONSEGUE RESOLVER O PROBLEMA, KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

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