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Premiê do Reino Unido critica tarifas dos EUA e defende autonomia da Groenlândia

Keir Starmer condena taxas de 10% impostas por Trump a produtos britânicos e afirma que 'uma guerra comercial não interessa a ninguém'

Keir Starmer, o primeiro-ministro do Reino Unido
A renúncia de dois nomes estratégicos escancarou a insatisfação interna e aumentou a pressão externa contra o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer | Foto: Kin Cheung/Reuters

Depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas adicionais sobre produtos britânicos e de outros países europeus, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou a medida como inadequada.

Segundo Starmer, impor taxas a nações aliadas não contribui para resolver disputas entre parceiros e enfraquece a confiança nas relações internacionais. Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira, 19, na Downing Street, ele declarou que “o uso de tarifas contra aliados é completamente errado”.

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“Não é a maneira correta de resolver divergências dentro de uma aliança”, posicionou-se o premiê britânico à imprensa. “Nem é útil justificar esforços para fortalecer a segurança da Groenlândia como forma de pressão econômica.”

Premiê do Reino Unido defende Groenlândia e Dinamarca

Groenlândia Trump
Trump afirma que Groenlândia é essencial para planos militares dos EUA I Foto: Reprodução/Flickr

O premiê britânico destacou que o Reino Unido e os Estados Unidos mantêm uma relação de proximidade. Contudo, reiterou que princípios básicos não podem ser ignorados, pois sustentam a estabilidade e a confiança na cooperação internacional.

Starmer também defendeu o direito da Groenlândia e da Dinamarca de decidirem sobre seu próprio futuro político.

“Qualquer decisão sobre o status da Groenlândia pertence exclusivamente ao povo da Groenlândia e ao povo da Dinamarca”, disse Starmer, ao reforçar a posição do governo britânico sobre a autonomia local. “Esse direito é fundamental, e nós o apoiamos.”

O primeiro-ministro acrescentou ainda que “uma guerra comercial não interessa a ninguém” e informou ter conversado neste domingo, 18, com Trump e autoridades europeias para buscar alternativas baseadas em respeito mútuo, parceria e fatos.

Leia também: “Cabe escolha entre EUA e Irã?”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 305 da Revista Oeste

O presidente norte-americano anunciou que a aplicação de novas tarifas de 10% sobre produtos do Reino Unido e de outros países europeus começa em 1º de fevereiro.

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