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Portugal: socialista José Seguro lidera 1º turno, seguido por André Ventura, de direita

O segundo turno das eleições portuguesas está agendado para 8 de fevereiro

A bandeira de Portugal
A bandeira de Portugal | Foto: Bernhard Stärck/Pixabay

O socialista António José Seguro liderou o primeiro turno da eleição presidencial de Portugal neste domingo, 18, seguido pelo candidato de direita André Ventura. Pesquisas de boca de urna e os primeiros resultados parciais indicam que os dois devem disputar o segundo turno, agendado para 8 de fevereiro.

Resultados parciais, com cerca de 50% dos votos apurados, colocam Seguro com pouco mais de 30% dos votos, enquanto as pesquisas de boca de urna o situam entre 30% e 35%. Ventura aparece com 26,9%, acima do limite superior de sua faixa nas pesquisas, que variava entre 19,9% e 24,1%. As informações são da agência Reuters.

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João Cotrim de Figueiredo, do partido de direita Iniciativa Liberal, deve ter ficado em terceiro lugar entre os 11 candidatos, segundo as pesquisas de boca de urna realizadas para os canais RTP, SIC e TVI/CNN, que o colocaram entre 16,3% e 21%.

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, discursa na 80ª Assembleia Geral das Nações Unidas na sede da ONU em Nova Iorque, EUA, 23 de setembro de 2025 | Foto: Reuters/Mike Segar

Em maio do ano passado, o Chega, partido anti establishment e anti-imigração desenfreada fundado há cerca de sete anos, tornou-se a principal força de oposição no Parlamento ao conquistar 22,8% dos votos nas eleições legislativas. Assim como em grande parte da Europa, a ascensão da direita influenciou políticas governamentais, especialmente na imigração, levando a posições mais restritivas.

Pesquisas recentes, analisadas pela Reuters, indicam que Ventura tende a perder o segundo turno devido ao seu índice de rejeição, superior a 60% do eleitorado. A Economist Intelligence Unit (EIU) afirmou que um segundo turno entre Seguro e Ventura “seria mais simples, dada a limitada capacidade de atração de Ventura para além de sua base principal”.

“Embora a Presidência seja em grande parte simbólica, Ventura é o único candidato a sinalizar uma postura mais intervencionista, mas a EIU considera improvável que isso se traduza em vitória”, disse, em nota recente.

Havia ainda outros oito candidatos, entre eles Luís Marques Mendes, apoiado pelos sociais-democratas, com 14% nos resultados parciais; o almirante reformado Henrique Gouveia e Melo, que liderou a campanha de vacinação contra a covid-19 no país, com 11,9%.

Figurou entre os candidatos o comediante Manuel João Vieira, que obteve pouco menos de 1% dos votos, segundo os resultados parciais. Ele prometeu um carro esportivo Ferrari para cada português e vinho encanado em todas as casas.

Alguns eleitores manifestaram frustração diante de um número tão amplo de candidatos. “Com tantos, fica mais difícil escolher, porque cada um tem sua própria opinião e sua própria maneira de ser”, disse o português José Pereira a Reuters, ao ir votar em Lisboa.

André Ventura, presidente do Partido Chega, de Portugal, defende Bolsonaro
André Ventura, presidente do Partido Chega | Foto: Reprodução/ Redes sociais

Em Portugal, cargo de presidente é quase simbólico

Nas cinco décadas desde que Portugal saiu do regime de António Salazar, apenas uma eleição presidencial exigiu segundo turno, em 1986. Assim, o atual cenário evidencia o grau de fragmentação do cenário político, com a ascensão da direita e o desencanto dos eleitores com os partidos tradicionais.

A Presidência da República em Portugal é, em grande parte, um cargo cerimonial. Entretanto, a função detém alguns poderes importantes, como, em determinadas circunstâncias, dissolver o Parlamento, convocar eleições legislativas antecipadas e vetar leis.

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1 comentário
  1. RODRIGO DE SOUZA COSTA
    RODRIGO DE SOUZA COSTA

    Deu o contrário, peçam para o estagiário atualizar a matéria.

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