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Portugal realiza 2º turno das eleições presidenciais

António José Seguro e André Ventura disputam a preferência dos eleitores, depois de nenhum dos onze candidatos ter alcançado mais de 50% dos votos na primeira rodada

Eleitores portugueses escolhem entre 8 partidos em um cenário de forte polarização e fragmentação parlamentar
Portugueses vão eleger um novo presidente neste domingo, 8; 2º turno é disputa entre esquerda socialista e direita | Foto: Reprodução/Redes sociais

O 2º turno das eleições presidenciais em Portugal ocorre neste domingo, 8, marcando a primeira vez em 40 anos que o país recorre a essa etapa para definir o presidente. António José Seguro e André Ventura disputam a preferência dos eleitores, depois de nenhum dos onze candidatos ter alcançado mais de 50% dos votos na primeira rodada.

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O socialista António José Seguro, 63 anos, liderou a votação inicial em 18 de janeiro com pouco mais de 31% dos votos. Pesquisas recentes mostra que ele deve ampliar a vantagem nesta fase final da eleição. André Ventura, 43 anos, do Chega, ficou em segundo no primeiro turno, atingindo 23,5%, enquanto João Cotrim de Figueiredo, da Iniciativa Liberal, terminou em terceiro com 16%.

Participação recorde e funcionamento das urnas em Portugal

A participação dos eleitores chegou a 52%, o maior índice em uma eleição presidencial portuguesa nos últimos 15 anos. As urnas funcionam das 8h às 19h, horário local, equivalendo a 5h até 16h em Brasília. Depois do encerramento, só podem votar os eleitores já presentes nas assembleias de voto.

O presidente de Portugal exerce funções principalmente cerimoniais, mas possui poderes significativos, como dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas em momentos de crise. Também pode vetar leis, embora o Legislativo tenha a prerrogativa de derrubar o veto. Marcelo Rebelo de Sousa (Partido Social Democrata), atual presidente, não pode buscar um terceiro mandato consecutivo, conforme prevê a Constituição.

Perfis e estratégias dos candidatos

António José Seguro, afastado da política desde 2014, anunciou o retorno como candidato em junho do ano passado. Seu discurso defende uma esquerda contemporânea e moderada, com o objetivo de evitar instabilidades políticas semelhantes às que motivaram eleições antecipadas recentes. A campanha aposta em slogans ligados ao sobrenome, como “voto seguro” e “futuro seguro”.

Representante da direita na disputa deste domingo, André Ventura, fundador do Chega há cerca de sete anos, alcançou destaque ao transformar seu partido na principal força de oposição no Parlamento. Ele se apresenta como um presidente disposto a intervir mais, prometendo combater o que vê como corrupção nos partidos tradicionais e defender mudanças constitucionais que ampliem o poder do chefe do Executivo.

Seguro, antigo líder do Partido Socialista, conta com o apoio da maioria dos candidatos derrotados no primeiro turno, membros do governo e parlamentares da coalizão governamental. O primeiro-ministro Luis Montenegro preferiu não declarar apoio a nenhum dos finalistas. Pesquisas apontam para uma vitória de Seguro, com projeções variando de 50% a 60% dos votos, enquanto Ventura deve alcançar entre 20% e 30%.

Leia também: “O suicídio da Europa”, reportagem de Miriam Sanger publicada na Edição 243 da Revista Oeste

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