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Portugal: primeiro-ministro é derrubado, e país deve ter novas eleições

A partir de agora, cabe ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa decidir se dissolve a Assembleia da República e convoca um novo pleito

Luís Montenegro - psd - portugal
Luís Montenegro é presidente do PSD de Portugal | Foto: Reprodução/Instagram/@luismontenegropsd

O primeiro-ministro de Portugal, Luis Montenegro, sofreu uma derrota no Parlamento nesta terça-feira, 11 de março, ao perder uma moção de confiança. Com isso, seu governo, que estava no poder havia cerca de um ano, foi derrubado, e o país pode enfrentar eleições antecipadas.

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A queda de Montenegro ocorreu em meio a um escândalo de conflito de interesse e contou com o apoio de uma coalizão improvável no Parlamento. Partido Socialista (PS), Chega! (de direita) e deputados da esquerda votaram contra o governo.

A partir de agora, cabe ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa decidir se dissolve a Assembleia da República e convoca um novo pleito. A imprensa portuguesa revelou que o presidente chamou os partidos para audiências nesta quarta-feira, 12, e marcou uma reunião do Conselho de Estado para a quinta-feira 13. O decreto de dissolução do Parlamento pode ser publicado na sexta-feira 14.

Escândalos e acusações contra Montenegro

A crise política se intensificou depois que o Partido Socialista apresentou um pedido formal para investigar Montenegro e alegou que ele favoreceu uma empresa de sua família em contratos públicos e privados. O primeiro-ministro negou qualquer irregularidade e enviou respostas por escrito à oposição, mas isso não foi suficiente para conter as suspeitas.

Montenegro já havia superado duas moções de censura, mas a revelação de que uma empresa de sua esposa e filhos mantinha contratos com empresas privadas dependentes de concessões públicas agravou a situação. Diante da repercussão, ele anunciou que os filhos assumiriam o controle exclusivo da empresa familiar, mas a medida não foi suficiente para evitar sua queda.

Ao sair do Parlamento, Montenegro declarou que seu governo tentou até o último momento evitar a necessidade de novas eleições. No entanto, a oposição argumenta que seu governo estava politicamente esgotado.

Possíveis eleições e cenário político em Portugal

Caso o Parlamento seja dissolvido, um novo pleito pode ocorrer em 11 ou 18 de maio. Montenegro confirmou que será candidato novamente, caso haja eleições antecipadas.

O atual primeiro-ministro assumiu o cargo no ano passado, depois da renúncia do socialista António Costa, investigado por suposto tráfico de influência. Costa, agora presidente do Conselho Europeu, sempre negou as acusações.

A ascensão do partido Chega!, de direita, também marcou a eleição que levou Montenegro ao poder. A legenda cresceu de 12 para 50 cadeiras no Parlamento, atingiu 18% dos votos e tornou-se a terceira maior força política do país.

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