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Polônia interrompe voos em aeroportos próximos à Ucrânia depois de bombardeios russos

A Agência Polonesa de Serviços de Navegação Aérea comunicou no X que a decisão visa “garantir a possibilidade de livre operação da aviação militar”

Polônia
A medida afeta os aeroportos de Rzeszow e Lublin, ambos próximos à fronteira ucraniana | Foto: Reprodução/CNN

Por questões de segurança diante de bombardeios russos contra a Ucrânia, dois aeroportos no sudeste da Polônia interromperam voos neste sábado, 7, conforme divulgado por autoridades polonesas. A medida afeta os aeroportos de Rzeszow e Lublin, ambos próximos à fronteira ucraniana.

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A Agência Polonesa de Serviços de Navegação Aérea comunicou no X que a decisão visa “garantir a possibilidade de livre operação da aviação militar”. Rzeszow é o principal ponto logístico da Otan para envio de armamentos à Ucrânia, tornando-se estratégico na região.

Operações militares e impactos na aviação da Polônia

O Comando Operacional das Forças Armadas Polonesas informou que aeronaves militares circulam no espaço aéreo nacional depois de novos ataques russos em território ucraniano. Segundo o Exército, “essas ações são de natureza preventiva e têm como objetivo proteger e resguardar o espaço aéreo, particularmente em áreas adjacentes às regiões ameaçadas”.

O serviço FlightRadar24 relatou que aeronaves da Otan estavam envolvidas na operação sobre a área dos aeroportos fechados na Polônia. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos também confirmou, em comunicado, que os terminais ficaram indisponíveis. Rzeszow e Lublin já haviam suspendido temporariamente suas atividades no mês passado, mas, naquela ocasião, as autoridades negaram qualquer ameaça direta ao espaço aéreo nacional.

Escalada dos ataques russos e resposta ucraniana

Segundo o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, a Rússia lançou mais de 400 drones e cerca de 40 mísseis visando a infraestrutura energética do país, atingindo usinas, subestações e a rede elétrica. “Todos os dias, a Rússia poderia escolher a diplomacia de verdade, mas escolhe novos ataques”, afirmou. “É crucial que todos que apoiam as negociações trilaterais respondam a isso. Moscou deve ser privada da capacidade de usar o frio como instrumento de pressão contra a Ucrânia.”

O Kremlin não se manifestou sobre os ataques até o momento. O ministro da Energia da Ucrânia, Denis Shmihal, relatou que duas usinas termelétricas e instalações essenciais de distribuição de energia foram atingidas nas regiões ocidentais. “Criminosos russos realizaram mais um ataque massivo às instalações de energia da Ucrânia”, afirmou Shmihal no Telegram.

Contexto climático e diplomático

O agravamento dos ataques acontece no momento em que as temperaturas caem na Ucrânia, podendo chegar a 14 graus negativos nos próximos dias. Esses episódios ocorreram logo depois de uma nova rodada de negociações entre representantes ucranianos e russos, mediada pelos Estados Unidos, sobre possíveis caminhos para o fim do conflito.

Leia também: “Togas fora da lei”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 245 da Revista Oeste

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