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Políticos sul-coreanos querem 'licença' para armas nucleares

Pedido foi feito aos Estados Unidos ante ameaça crescente da Coreia do Norte

armas nucleares
Biden e Yoon Suk-yeol, em Seul, em maio de 2022 | Foto: Reprodução/Flickr

Com o aumento das ameaças das Coreia do Norte e, consequentemente, da tensão na península, o presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol e alguns legisladores do partido governista estão pressionando os Estados Unidos para permitirem um envolvimento mais direto no gerenciamento de armas nucleares, incluindo planejamento e exercícios conjuntos.

De acordo com reportagem publicada pelo The Wall Street Journal, alguns parlamentares até pediram que os EUA distribuíssem armas nucleares táticas ou que a Coreia do Sul pudesse desenvolver suas próprias armas nucleares.

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A Coreia do Sul está protegida por um “guarda-chuva nuclear”, acordo no qual está previsto que os EUA usarão suas armas nucleares para defender o país aliado. Mas Yoon disse que isso não é mais suficiente para tranquilizar o público sul-coreano, diante da postura cada vez mais agressiva de Kim Jong-un, o ditador da Coreia do Norte.

“Não podemos combater as armas nucleares com armamento convencional, então não há como não adquirir capacidades nucleares nós mesmos”, disse em outubro o legislador do partido governista Kim Gi-hyeon, pedindo que a Coreia do Sul desenvolvesse suas próprias armas nucleares.

De acordo com o WSJ, os EUA rejeitaram os apelos para posicionar armas nucleares na península coreana, mas reafirmaram que os EUA estão comprometidos em defender a Coreia do Sul.

Também não há aval para liberar a compra ou produção de armas nucleares pelos sul-coreanos, o que violaria o tratado de não-proliferação e aumentaria o risco de uma guerra nuclear.

“Adicionar novos sistemas de armas à península coreana desestabiliza a situação e dá à Coreia do Norte mais motivos para acelerar seu programa nuclear”, disse ao WSJ Ken Gause, especialista em liderança norte-coreana da CNA, uma organização de pesquisa sem fins lucrativos.

Na segunda-feira 2, Yoon disse a um jornal sul-coreano que Seul e Washington estavam discutindo a realização de exercícios conjuntos usando ativos nucleares americanos. O presidente norte-americano, Joe Biden, porém, negou que os aliados estivessem conversando sobre exercícios nucleares conjuntos.

Os EUA posicionaram armas nucleares táticas na Coreia do Sul até o início dos anos 1990, quando retiraram seu arsenal sob um acordo de desarmamento com a União Soviética. Desde então, houve pedidos periódicos do governo sul-coreano para redistribuição, que se intensificaram em resposta ao progresso da Coreia do Norte no desenvolvimento nuclear.

Em 2017, quando a Coreia do Norte realizou um teste de míssil balístico intercontinental e um teste nuclear, o partido conservador liderou uma campanha nacional para consolidar o apoio à redistribuição.

No ano passado, o governo de Kim Jong-un fez um número recorde de lançamentos de mísseis, incluindo um míssil balístico intercontinental e um míssil lançado por submarino. Autoridades em Washington e Seul disseram que o país parece estar se preparando para outro teste nuclear.

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1 comentário
  1. João Mário Antunes Pereira
    João Mário Antunes Pereira

    Grande defesa dos EUA à Ucrânia, não ficará uma parede em pé . Logo logo será a coreia do Sul destruída.
    . primeiro os EUA vai fornecendo as sucatas e munições que estão vencidas.
    . em seguida a destruição da Coreia vai o tal EUA “ajudar” na reconstrução do país que ficará devendo até a cueca para os americanos.

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