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Policial de 52 anos morre sob custódia na Venezuela

ONG denuncia falta de transparência nas circunstâncias do óbito e exige investigação imediata

Venezeula
Edison José Torres Fernández atuava na Brigada Hospitalar da Polícia do Estado de Portuguesa | Foto: Reprodução

Um policial venezuelano de 52 anos morreu no último sábado, 10, enquanto estava sob custódia do regime chavista. Edison José Torres Fernández atuava na Brigada Hospitalar da Polícia do Estado de Portuguesa e havia sido preso em dezembro por compartilhar mensagens consideradas críticas à ditadura.

O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos (CLIPP) denunciou o caso neste domingo, 11, e afirmou que a detenção ocorreu em 9 de dezembro. Fernández estava detido em um centro da Polícia Nacional Bolivariana, em Caracas.

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O regime lhe imputou os crimes de traição à pátria e associação criminosa. O CLIPP relatou que, até o momento, não há nenhuma explicação sobre as causas da morte nem sobre o atendimento médico fornecido enquanto o policial estava preso.

Assim, o comitê exigiu uma investigação imediata, independente e transparente, além da libertação de todos os presos políticos.

“Esta falta de informação e de transparência torna o Estado responsável por sua vida e integridade”, destacou o CLIPP. “Ninguém mais pode morrer sob custódia do Estado. A vida das pessoas privadas de liberdade é responsabilidade absoluta de quem as mantém detidas.”

Dois dias antes da morte, o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, havia anunciado a libertação de um “número importante de pessoas”. A ONG Foro penal confirmou a soltura de 16 detentos, mas estimou que ainda restam 804 presos políticos no país.

Trump suspendeu segunda onda de ataques à Venezuela

Na sexta-feira 9, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que suspendeu uma segunda onde de ataques militares contra a Venezuela. Segundo o republicano, a decisão ocorreu depois de o regime iniciar a libertação de presos políticos.

Na ocasião, Trump afirmou que o ato representava um sinal de busca pela paz e descreveu a iniciativa como um “gesto importante e inteligente” por parte de Caracas.

+ Leia também: “As incertezas de Joesley Batista sobre seus negócios relacionados ao petróleo na Venezuela”

Completou-se, no sábado, uma semana da operação militar dos EUA na Venezuela. A ofensiva resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua mulher, Cilia Flores.

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