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Pesquisadores defendem modelo sueco de enfrentamento à covid-19

Em artigo publicado na revista científica Foreign Affairs, estudiosos relatam que houve achatamento da curva de contágio mesmo sem isolamento obrigatório

Suécia não adotou isolamento forçado e apresenta resultados satisfatórios | Foto: Tomas Williams

Em artigo publicado na revista científica Foreign Affairs, estudiosos relatam que houve achatamento da curva de contágio mesmo sem isolamento obrigatório

Suécia não adotou isolamento forçado e apresenta resultados satisfatórios | Foto: Tomas Williams

Um artigo publicado durante essa semana por três pesquisadores do Ratio Institute, na revista científica Foreign Affairs, defendeu o modelo de isolamento voluntário adotado pela Suécia como política sanitária preventiva ao novo coronavírus. Para os pesquisadores, restrições menos radicais foram consideradas pelas agências de saúde locais tão eficazes quanto o isolamento social obrigatório instituído em boa parte do mundo.

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MAIS SOBRE A SUÉCIASem isolamento forçado, Suécia tem menos mortes que o previsto

De acordo com os pesquisadores Nils Karlson, Charlotta Stern e Daniel B. Klein, no artigo chamado Sweden’s Coronavirus Strategy Will Soon Be the World’s (A estratégia sueca do coronavírus em breve será adotada pelo mundo – em tradução livre), o país nórdico foi elogiado em alguns setores por tentar, ao máximo, manter alguma aparência de normalidade econômica e ter taxas de mortalidade per capita menores do que as da Bélgica, França, Itália, Holanda, Espanha e Reino Unido. Embora, as taxas de mortalidade no país nórdico tenham sido maiores que as de outros países nórdicos. “A resposta da Suécia não foi perfeita, mas conseguiu aumentar a imunidade entre jovens e saudáveis ​​- aqueles com menor risco de complicações sérias do COVID-19 – e, ao mesmo tempo, achatar a curva”, defendem os três pesquisadores no artigo.

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Eles ainda complementam. “As unidades de terapia intensiva do país não foram invadidas e as equipes do hospital, apesar de sobrecarregadas, pelo menos não tiveram que conciliar responsabilidades adicionais de cuidar das crianças porque creches e escolas inferiores continuam funcionando”, pontuam.

Ao contrário de boa parte do mundo, a Suécia pediu que seus cidadãos praticassem o distanciamento social de maneira voluntária. Apenas algumas restrições menos radicais foram impostas aos suecos: proibição de reunião pública com mais de 50 pessoas e atividades de bares. Houve também a implementação de ensino à distância em escolas voluntárias e universidades. Os restaurantes permaneceram abertos, mas com limitações. “As autoridades suecas não declararam oficialmente uma meta de alcançar a imunidade do rebanho, que muitos cientistas acreditam que é alcançada quando mais de 60% da população tem o vírus. Mas aumentar a imunidade é sem dúvida parte da estratégia mais ampla do governo – ou pelo menos uma consequência provável de manter escolas, restaurantes e a maioria das empresas abertas”, destacam os pesquisadores.

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9 comentários
    1. Eric Kuhne
      Eric Kuhne

      Muito bom este site, Alberto. Notei divergências entre os números das páginas “Painel Covid Registral” e “Especial Covid-19” (exemplo, óbitos por Pneumonia), e destas com a página “Registros – óbitos” (número total de óbitos por mês), mas fica claro que o Total de Mortes por Covid-19, que coincide com o nr divulgado oficialmente, está incluindo os casos suspeitos, ainda sem comprovação. Por outro lado, a queda em geral vista nas últimas 2 semanas, para todas as causas, é mais devida à demora em se obter e compilar os gráficos, como explicado no rodapé do portal.

  1. Adilio Faustini
    Adilio Faustini

    Os governadores brasileiros e a extrema imprensa não estão preocupados com o Brasil e sim com seus interesses finaneiros e politicos.

  2. Frederico Gimenes
    Frederico Gimenes

    Ok, mas a matéria não traz o Lead completo. COMO É O MODELO?

  3. antonio augusto pepe caporossi
    antonio augusto pepe caporossi

    se tivéssemos “imprensa” e “governadores/prefeitos” sérios, debates e coleta de experiências seriam adquiridas. temos só “torcedores que se dizem imprensa” e “governantes” preocupados com eleição em 2022. não querem uma resposta adequada a essa pandemia, me parece, as vezes, que estão adorando essa situação. e o pior, alguns fazem macaquices na internet pensando que moram nos EUA ou Europa.

  4. João Frossard
    João Frossard

    Exemplos de Suécia, Japão, Coréia, Austrália não são mostrados na grande mídia. Querem apenas espalhar o terror sem informar. Parabéns à revista Oeste por ir na contramão desta desinformação.

    1. JORENE
      JORENE

      Por falar em terror, basta comparar os óbitos da Espanha e do estado de São Paulo, que tem populações semelhantes, para vermos o quanto esse Dória manipula a população ingênua.

  5. Marcus Vinicius
    Marcus Vinicius

    Pena que nossos ditadores não sabem ler outras alternativas.
    Que país de governantes canalhas!

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