publicidade
Mundo

Partido Comunista da China testa arma hipersônica cinco vezes mais rápida que o som

Pentágono manifestou preocupação

taiwan
O secretário-geral do PCC, Xi Jinping, durante visita a um centro militar chinês, em 2018 | Foto: Li Gang/Xinhua

O Partido Comunista da China (PCC) testou uma arma hipersônica em julho que permite disparar um míssil de um “veículo planador” (capaz de carregar ogivas nucleares) a uma velocidade cinco vezes superior à do som.

A informação consta em reportagem do jornal Financial Times (FT), publicada no domingo 21. Até o momento, nenhum país demonstrou a mesma capacidade militar em avaliações com equipamentos assim.

Receba nossas atualizações

No teste, ao atingir determinada altura, o míssil balístico se separou do veículo e conseguiu manobrar e atingir velocidade hipersônica durante o voo sobre o Mar do Sul da China, palco de tensões geopolíticas.

Especialistas do Pentágono ouvidos pelo FT informaram que desconhecem como o PCC superou as restrições da física, disparando mísseis de um veículo viajando a velocidades hipersônicas.

partido comunista da china

O que são as armas hipersônicas

Existem dois tipos de armas hipersônicas: 1) um míssil altamente manobrável, impulsionado por um motor; 2) um veículo planador. Além da rapidez, a vantagem é a de que o projétil dificilmente pode ser rastreado.

Em 2019, o Partido Comunista da China testou pela primeira vez com sucesso o Xingkong-2 (“Céu Estrelado-2”). Trata-se de uma aeronave hipersônica não tripulada que viajou, segundo o governo chinês, a 7,3 mil quilômetros por hora. Portanto, seis vezes mais rápida que a velocidade do som, capaz de dar uma volta completa na linha do Equador em menos de duas horas.

O veículo planador hipersônico é uma espaçonave — não muito diferente do ônibus espacial — lançada em órbita em um foguete. Em seguida, ele entra novamente na atmosfera e voa em direção ao seu alvo a mais de cinco vezes a velocidade do som.

Preocupação com o Partido Comunista da China

“Esse desenvolvimento é preocupante, como deveria ser para todos os que procuram a paz e a estabilidade na região e além dela”, declarou ao FT um porta-voz do Conselho Nacional de Segurança dos EUA.

Leia também: “O jogo do gigante”, reportagem publicada na Edição 58 da Revista Oeste

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade