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Parlamento da Coreia do Sul derruba Lei Marcial

Moção para anular a medida teve 190 votos a favor e nenhum contrário

O presidente da Coreia do Sul , Yoon Suk Yeol, declarou Lei Marcial, em Seul, na Coreia do Sul | Foto: Kim Hong-Ji/Reuters
O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, declarou Lei Marcial, em Seul, na Coreia do Sul | Foto: Kim Hong-Ji/Reuters

Parlamentares da Coreia do Sul derrubaram o decreto da Lei Marcial anunciado pelo presidente Yoon Suk Yeol nesta terça-feira, 3. A moção para anular a medida teve 190 votos a favor e nenhum contrário. Pela lei do país, o presidente é obrigado a cumprir a votação.

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O governo da Coreia do Sul justificou a aplicação da lei como uma ação necessária para combater a presença de espiões simpatizantes da Coreia do Norte no país. A decisão gerou forte reação da oposição, que contestou a iniciativa e organizou protestos.

O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, anunciou a Lei Marcial em um pronunciamento transmitido em cadeia nacional pela televisão. A medida suspenderia direitos civis e substituiria a legislação ordinária por normas militares.

Confira o que diz a Lei Marcial da Coreia do Sul

Veja o que diz a íntegra do decreto militar da Coreia do Sul. A tradução é da agência de notícias Reuters.

Para proteger a democracia liberal da ameaça de derrubar o regime da República da Coreia por forças antiestatais ativas na República da Coreia e para proteger a segurança do povo, o seguinte é declarado em toda a República da Coreia a partir das 23h, em 3 de dezembro de 2024:

  • 1. Todas as atividades políticas, incluindo as atividades da Assembleia Nacional, conselhos locais e partidos políticos, associações políticas, comícios e manifestações, são proibidas;
  • 2. Todos os atos que negam ou tentam derrubar o sistema democrático liberal são proibidos, e notícias falsas, manipulação da opinião pública e propaganda falsa são proibidas;
  • 3. Todas as mídias e publicações estão sujeitas ao controle do Comando da Lei Marcial;
  • 4. Greves, paralisações de trabalho e comícios que incitem o caos social são proibidos;
  • 5. Todo o pessoal médico, incluindo médicos estagiários, que estejam em greve ou tenham deixado a área médica devem retornar aos seus empregos dentro de 48 horas e trabalhar fielmente. Aqueles que violarem serão punidos de acordo com a Lei Marcial;
  • 6. Cidadãos comuns inocentes, excluindo forças antiestatais e outras forças subversivas, estarão sujeitos a medidas para minimizar inconveniências em suas vidas diárias.

Os infratores da proclamação acima podem ser presos, detidos e revistados sem mandado de acordo com o Artigo 9 da Lei Marcial da República da Coreia (Autoridade de Medidas Especiais do Comandante da Lei Marcial) e serão punidos de acordo com o Artigo 14 da Lei Marcial (Penalidades).

Comandante da Lei Marcial, General do Exército Park An-su, terça-feira, 3 de dezembro de 2024.”

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3 comentários
  1. Oswaldo Galvão Carvalho
    Oswaldo Galvão Carvalho

    o cuidado que se deve ter, neste caso, é que há indícios fortes de ataque pela coreia do norte que nunca engoliu o desenvolvimento economica, social, político visto na coreia do sul.
    quem não se comunica se …….fode!

  2. Marcos Antônio Braz lucas
    Marcos Antônio Braz lucas

    Um parlamento forte reage desta maneira.Não havia justificativa alguma para decretar Lei Marcial na Coreia do Sul, muito estranho esta atitude do Presidente.

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