A partir desta sexta-feira, 7, os EUA vão diminuir em 10% o número de voos nos 40 aeroportos mais movimentados do país, de acordo anúncio do secretário de Transportes, Sean Duffy, e do administrador da Administração Federal de Aviação (FAA), Bryan Bedford.
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A decisão surge como resposta ao shutdown do governo federal: há 37 dias servidores federais estão sem salários em razão de impasse na aprovação do Orçamento pelo Congresso.
O objetivo da medida é preservar a segurança, diante do aumento de queixas sobre o esgotamento dos controladores de voo durante a paralisação. “À medida que analisamos os dados com mais detalhes, vemos pressões se acumulando de uma forma que, se permitirmos que continuem sem controle, não nos permitirá afirmar ao público que operamos o sistema de aviação mais seguro do mundo”, afirmou Bedford.
Controladores de voo, assim como outros servidores federais, estão sem salários devido ao impasse orçamentário.
Impacto da redução de voos em aeroportos dos EUA
A relação dos aeroportos afetados será publicada nesta quinta-feira, 6. Os principais terminais de cidades como Nova York, Washington DC e Los Angeles estão entre os que sofrerão impacto. A redução valerá para voos de passageiros, cargas e aviação particular, abrangendo diferentes modalidades de tráfego.
A consultoria Cirium estima o cancelamento de mais de 1,8 mil voos e impacto direto a cerca de 270 mil passageiros de companhias aéreas.
O anúncio da redução do número de voos ocorre logo depois de um acidente com um avião de carga da UPS em Louisville, Kentucky, na terça-feira 4, que resultou na morte de 12 pessoas.
O governador Andy Beshear destacou que o número de vítimas pode aumentar, pois as equipes de resgate ainda buscam desaparecidos na área do acidente, que deixou dezenas de feridos. O avião, modelo McDonnell Douglas MD-11, havia decolado do Aeroporto Internacional de Louisville rumo ao Havaí. O impacto destruiu ou danificou vários imóveis e espalhou destroços por cerca de 800 metros.
Lista dos 40 aeroportos com restrições
- Aeroporto Internacional de Anchorage (ANC)
- Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson de Atlanta (ATL)
- Boston Logan International (BOS)
- Aeroporto Internacional de Baltimore/Washington (BWI)
- Internacional Charlotte Douglas (CLT)
- Aeroporto Internacional de Cincinnati/Northern Kentucky (CVG)
- Dallas Love (DAL)
- Ronald Reagan Washington National (DCA)
- Aeroporto Internacional de Denver (DEN)
- Aeroporto Internacional de Dallas/Fort Worth (DFW)
- Condado Metropolitano de Detroit Wayne (DTW)
- Aeroporto Internacional Newark Liberty (EWR)
- Aeroporto Internacional de Fort Lauderdale/Hollywood (FLL)
- Aeroporto Internacional de Honolulu (HNL)
- Hobby de Houston (HOU)
- Aeroporto Internacional de Washington Dulles (IAD)
- Aeroporto Intercontinental George Bush Houston (IAH)
- Aeroporto Internacional de Indianápolis (IND)
- Nova Iorque Internacional John F. Kennedy (JFK)
- Aeroporto Internacional Harry Reid de Las Vegas (LAS)
- Aeroporto Internacional de Los Angeles (LAX)
- Nova Iorque LaGuardia (LGA)
- Aeroporto Internacional de Orlando (MCO)
- Chicago Midway (MDW)
- Memphis International (MEM)
- Aeroporto Internacional de Miami (MIA)
- Aeroporto Internacional de Minneapolis/St. Paul (MSP)
- Oakland Internacional (OAK)
- Internacional de Ontário (ONT)
- Aeroporto Internacional O’Hare de Chicago (ORD)
- Aeroporto Internacional de Portland (PDX)
- Philadelphia International (PHL)
- Aeroporto Internacional Sky Harbor de Phoenix (PHX)
- Aeroporto Internacional de San Diego (SAN)
- Aeroporto Internacional de Louisville (SDF)
- Aeroporto Internacional de Seattle/Tacoma (SEA)
- Aeroporto Internacional de São Francisco (SFO)
- Aeroporto Internacional de Salt Lake City (SLC)
- Teterboro (TEB)
- Aeroporto Internacional de Tampa (TPA)
Shutdown completa 37 dias
Depois do acidente, Duffy alertou para o risco de “caos generalizado” em razão da falta de controladores de tráfego aéreo. O shutdown, iniciado em 1º de outubro, completou 37 dias nesta quinta-feira, 6, tornando-se o mais longo da história dos Estados Unidos.
A paralisação teve início quando o Congresso não conseguiu aprovar o Orçamento Federal, levando a cortes de pessoal em diversas agências a partir do dia 2. Em 10 de outubro, o presidente Donald Trump mencionou possíveis demissões de servidores.
+ Shutdown do governo dos EUA é o mais longo da história
Apesar de decisão judicial contrária a novas demissões, o governo manteve a intenção de enxugar o quadro, podendo desligar até 10 mil funcionários se o impasse persistir. O atual shutdown já ultrapassou as paralisações de 1995, 2013 e 2018-2019, estabelecendo novo recorde de duração.
Mais de 1 milhão de servidores federais seguem sem salário, com parte obrigada a trabalhar mesmo sem remuneração e outros em licença não paga, sem previsão de retorno. O impasse entre republicanos e democratas continua, afetando serviços federais e pressionando a economia do país.
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