O governo do Paraguai está prestes a classificar oficialmente o Cartel de los Soles, vinculado ao ditador Nicolás Maduro, como organização terrorista. O Senado já aprovou a iniciativa, que agora depende apenas da assinatura do presidente Santiago Peña.
Essa medida acompanha ações recentes do presidente do Equador, Daniel Noboa, que também declarou o grupo como terrorista.
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A pressão internacional sobre o regime de Caracas aumenta, e há expectativa de que outros países da região adotem posturas semelhantes nos próximos dias.
Com papel relevante no tráfico internacional, o Cartel de los Soles facilita rotas para organizações como o Cartel de Sinaloa, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela.
Além do narcotráfico, o grupo é acusado de envolvimento com o comércio de armas e lavagem de dinheiro.
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Envolvimento do cartel com crimes transnacionais
O anúncio paraguaio representa o terceiro revés sofrido pela rede de Maduro em poucas semanas.
No dia 25 de julho, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos classificou o Cartel de los Soles como Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT, na sigla em inglês).
“O Departamento do Tesouro continuará agindo firmemente contra organizações violentas como o Tren de Aragua, o Cartel de Sinaloa e seus facilitadores, como o Cartel de los Soles”, disse Scott Bessent, secretário do Tesouro norte-americano, em entrevista ao jornal Infobae.
Reação internacional e isolamento de Maduro
No início do mês passado, o governoTrump anunciou o aumento da recompensa para informações que levem até Nicolás Maduro, fixando o valor em US$ 50 milhões.
Esse montante supera o oferecido anteriormente por Osama Bin Laden, antigo líder da Al Qaeda.
No dia 14 de agosto, Noboa assinou um decreto executivo determinando investigação do Centro Nacional de Inteligência do Equador sobre possíveis ligações do Cartel de los Soles com quadrilhas locais, como parte do estado de “conflito armado interno” vigente desde o início de 2024.
O isolamento internacional do regime de Maduro se intensificou diante da crise social, econômica e política, com cerca de 7 milhões de venezuelanos exilados e centenas de presos políticos.
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Maduro, que dependia do apoio militar, ampliou o poder das Forças Armadas dentro da organização criminosa.
Buscando reforço, Maduro recorreu a líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para treinar milicianos ilegais que atuariam como braço armado do Cartel de los Soles.
O grupo também manteve contatos com traficantes de Honduras e outros países para expandir operações de tráfico de drogas em larga escala.
Parceria com as Farc
Há indícios de que armas de uso militar foram fornecidas pelo Cartel de los Soles às Farc, além de envolvimento direto de Maduro em remessas de cocaína produzida pela organização colombiana, segundo investigações internacionais.
A atuação transnacional da quadrilha se intensificou à medida que a crise venezuelana se agravava.
O Cartel de los Soles chegou a colaborar com Joaquín Archivaldo Guzmán Loera, mais conhecido pela alcunha de El Chapo, líder do Cartel de Sinaloa, considerado parceiro estratégico de Maduro.
Atualmente, El Chapo cumpre pena na penitenciária federal ADX Florence, no Colorado, Estados Unidos, apontada como a prisão mais segura do país.
Durante o julgamento realizado em Nova York, ficou comprovado que aviões carregados de cocaína partiam de Maracaibo, na Venezuela, rumo a destinos indicados pelo Cartel de Sinaloa, fato registrado pela Promotoria dos Estados Unidos em 20 de janeiro de 2017.
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