publicidade
Mundo

Para liberar reféns, Hamas pede que Israel abra corredores humanitários

Pressão interna no país judeu aumenta, depois de o grupo terrorista divulgar imagens de israelenses capturados

Hamas negociações cessar-fogo
Braço armado do grupo terrorista Hamas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O impasse sobre os reféns em Gaza ganhou novo capítulo depois de vídeos divulgados pelos grupos terroristas Hamas e Jihad Islâmica mostrarem dois israelenses em situação de extrema fragilidade. A exibição reacendeu pressão dentro de Israel por um acordo imediato para a libertação desses reféns, sequestrados durante o ataque do Hamas em outubro de 2023.

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

Receba nossas atualizações

O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu informou que ele pediu ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) auxílio urgente para fornecer comida e atendimento médico aos reféns mantidos pelo Hamas. Segundo comunicado oficial, o premiê israelense conversou com Julian Larison, chefe da delegação regional do CICV, para solicitar envolvimento direto na assistência aos sequestrados.

Condições que Hamas pede a Israel e resposta internacional

Benjamin Netanyahu primeiro-ministro em 1996
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu | Foto: Reprodução/YouTube

Em resposta, o braço armado do Hamas declarou que atenderá pedidos do CICV. Contudo, estabeleceu como condição para tal a abertura de corredores humanitários, para entrada de alimentos e remédios na Faixa de Gaza.

Os terroristas afirmaram que os reféns “não receberão nenhum tratamento preferencial enquanto o bloqueio e a política de fome persistirem”. “Eles comem o que nossos combatentes e todo o nosso povo comem”, informou o Hamas.

A Cruz Vermelha, por sua vez, informou estar profundamente consternada com as imagens dos reféns. “Essa situação desastrosa deve acabar”, escreveu.

Netanyahu enfrenta pressão interna para garantir o retorno dos reféns. Ele já havia manifestado, por meio do gabinete, “profunda consternação com as imagens” e reafirmado que “esforços para recuperar todos os sequestrados continuam”. No último sábado, 2, milhares de manifestantes ocuparam ruas de Tel-Aviv em apoio às famílias dos reféns.

Leia também: “A missão brasileira na Lua”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 280 da Revista Oeste

Sobre a realidade do povo em Gaza, o primeiro-ministro israelense responsabilizou o Hamas por “matar de fome deliberadamente os habitantes da Faixa de Gaza, impedindo-os de receber ajuda”.

Os ataques do Hamas a Israel, em outubro de 2023, deixaram mais de 1,2 mil mortos, a maioria civil, segundo dados oficiais. Além disso, cerca de 250 pessoas foram sequestradas, das quais 49 ainda seguem como reféns em Gaza. Desse total, 27 são consideradas mortas pelo Exército israelense.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade