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Papa repudia atentado antissemita em Sydney

O pontífice ainda pediu que aqueles 'tentados pela violência se convertam e busquem o caminho da paz e da solidariedade'

Papa Leão XIV lamenta sequestros na Nigéria | Foto: Reprodução/Vatican News
O atentado deixou ao menos 16 mortos e 30 feridos. | Foto: Reprodução/Vatican News

Depois do atentado ocorrido no domingo 14, em Sydney, que resultou no assassinato de integrantes da comunidade judaica durante a celebração do Hanukkah em Bondi Beach, o papa Leão XIV manifestou pesar e repudiou a violência, classificando o ataque como um “ato inútil”.

O pontífice pediu o fim de toda manifestação antissemita em apelo feito na manhã desta segunda-feira, 15, no Vaticano.

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Em telegrama assinado pelo cardeal secretário de Estado, Pietro Parolin, e endereçado ao arcebispo de Sydney, Anthony Fisher, o papa Leão XIV declarou-se “profundamente entristecido” com o ocorrido.

O documento foi enviado depois de sua audiência com os doadores da árvore e do presépio da Praça São Pedro. O pontífice expressou solidariedade às vítimas e reforçou que é necessário buscar o caminho da paz.

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O ataque

O ataque, cometido por dois terroristas islâmicos — pai e filho —, foi interrompido por um muçulmano, proprietário de uma loja de frutas no subúrbio de Sutherland, que desarmou um dos agressores.

A polícia chegou rapidamente e eliminou um dos envolvidos. O atentado deixou ao menos 16 mortos e 30 feridos.

O papa Leão XIV também comunicou, por meio do telegrama, sua oração “pela recuperação daqueles que ainda estão em convalescença” e pelo alívio das famílias enlutadas, estendendo bênçãos de paz e força à população australiana.

Leia também: “Nunca devemos esquecer a traição progressista aos reféns israelenses”, artigo de Brendan O’Neill publicado na Edição 292 da Revista Oeste

Ele ainda pediu que aqueles “tentados pela violência se convertam e busquem o caminho da paz e da solidariedade”.

No dia seguinte ao ataque, o arcebispo Anthony Fisher emitiu nota em que condena o atentado, considerando-o um “desprezo descarado e implacável pela vida humana”.

Segundo Fisher, a hostilidade contra os judeus é “um mal indizível que deve ser repudiado por todo australiano” e exige justiça rápida para as vítimas.

Aumento do antissemitismo

Fisher ressaltou que o atentado deve provocar reflexão, ao revelar que, nos últimos dois anos, o antissemitismo ganhou espaço público, alimentando divisões, intimidações e normalização de discursos radicais.

Para o arcebispo, “tudo isso precisa acabar” para garantir a convivência pacífica.

Apesar da tragédia, Fisher destacou atos de solidariedade, coragem das equipes de emergência e auxílio prestado aos feridos.

Ele transmitiu condolências à comunidade judaica. “Amamos nossos vizinhos e amigos judeus e devemos fazer tudo o que for possível para protegê-los”, afirmou.

O arcebispo afirmou ainda que a Igreja Católica intensificará ações educativas e de pregação contra o antissemitismo.

A comunidade católica de Sydney também está disponibilizando apoio educacional e serviços de aconselhamento a judeus locais, mantendo orações constantes por vítimas, feridos e todos os afetados pelo episódio.

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