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Papa Leão XIV recebe pálio e Anel do Pescador

Símbolos do início do pontificado foram entregues neste domingo, 18, no Vaticano

Momento em que Leão XIV recebe o Anel do Pescador, entregue pelo cardeal filipino Luis Tagle | Foto: Vatican News
Momento em que Leão XIV recebe o Anel do Pescador, entregue pelo cardeal filipino Luis Tagle | Foto: Divulgação/Vatican News

A entrega do pálio branco e do Anel do Pescador, dois dos principais símbolos do papado, marcaram o início do pontificado do papa Leão XIV. A cerimônia ocorreu na manhã deste domingo, 18, na Praça São Pedro, no Vaticano. O evento teve início às 5h (horário de Brasília), 10h em Roma.

O pálio é uma faixa branca feita de lã de cordeiros, com seis cruzes de seda preta bordadas. O objeto fica sobre os ombros do novo papa como referência à imagem de Jesus carregando a ovelha perdida, simbolizando o cuidado pastoral.

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Papa recebe símbolos de cardeais veteranos

A entrega do pálio deu-se por meio do cardeal protodiácono, Dominique Mamberti, o mesmo que anunciou “habemus papam” da sacada da Basílica de São Pedro. O anúncio ocorreu no último dia 8, quando Leão XIV se projetou para o mundo. Em seguida, o papa recebeu o tradicional Anel do Pescador, cuja origem remonta ao século 13. O anel simboliza sobretudo a sucessão do apóstolo Pedro, a quem Jesus chamou de “pescador de homens”.

A joia tem sua confecção tradicionalmente em ouro e expõe primeiramente a imagem de São Pedro. Depois, ao seu lado, o nome do novo pontífice. Antigamente, o anel tinha a finalidade de lacrar documentos oficiais. Atualmente sua função é de caráter simbólico.

Leão XIV recebeu o anel das mãos do cardeal filipino Luis Tagle, um dos nomes considerados fortes no conclave que elegeu o novo papa. Tagle estava próximo ao cardeal Robert Prevost na Capela Sistina durante a votação.

Francisco e Bento: posturas diferentes sobre o uso do anel

O papa Francisco, assim como outros pontífices do século 20, usava o Anel do Pescador apenas em ocasiões solenes, preferindo no dia a dia o anel episcopal, dos seus tempos de bispo. Já Bento 16 mantinha a tradição e fazia uso frequente da peça.

Leia também: “Fumaça branca”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 269 da Revista Oeste

Com a morte de um papa, o anel perde a sua função. Assim, tradicionalmente sai de cena. Até João Paulo 2º, ele foi destruído pelo cardeal camerlengo. Desde então, o procedimento mudou: a peça é anulada com o traço de uma linha sobre o desenho. Foi o que ocorreu com o anel de Francisco, desativado no último dia 6 de maio, diante do Colégio de Cardeais.

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