O jornalista e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo mandato do presidente Lula da Silva, Franklin Martins, foi detido e deportado do Panamá depois de ser abordado no aeroporto da Cidade do Panamá na última sexta-feira, 6.
De acordo com relato encaminhado ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o jornalista afirmou ter sido levado a diferentes salas do aeroporto, onde respondeu a questionamentos sobre sua atuação durante o governo militar no Brasil e teve documentos retidos.
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Panamá diz que respeita ex-ministro
Depois da intervenção do Itamaraty, o Panamá enviou neste domingo, 8, um pedido de desculpas ao governo brasileiro pelo episódio. “O evento não reflete, de forma alguma, a consideração e o respeito que o governo da República do Panamá nutre pelo sr. [Franklin] de Souza Martins”.
No relato enviado ao Itamaraty, Martins afirmou acreditar que a abordagem não foi casual. Segundo ele, a ação pode ter sido planejada a partir do cruzamento de dados de passageiros com bases de informações de segurança do Panamá ou dos Estados Unidos, países que mantêm cooperação intensa na área.
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“É evidente que não se tratou de uma operação fortuita. Ela foi planejada, provavelmente a partir do cruzamento de informações das bases de dados panamenhas e/ou norte-americanas — a cooperação entre os órgãos de segurança dos dois países é intensa — com os nomes dos passageiros do voo”, escreveu Martins.
Acrescentou não acreditar em perseguição. “Devem estar adotando esse procedimento como um padrão. Talvez seja um sinal dos tempos turbulentos que estamos vivendo”.
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O Panamá não deve pedir desculpas. Fez o certo ao deportar esse vagabundo que foi anistiado, mas hoje é contra anistiar pessoas inocentes que não fizeram absolutamente nada comparado ao que ele fez.