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Países apelam para que Irã não revide ataque de Israel

Os bombardeios em alvos militares ocorreram em resposta ao lançamento de mísseis iranianos contra o território israelense

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Os bombardeios israelenses focaram em alvos militares nas províncias de Teerã, Khuzeztan e Ilampor | Foto: Reprodução/Twitter/X/@fabio_miller77

Alguns países recomendaram que o Irã não revide o ataque de Israel, que bombardeou, na sexta-feira 25, alvos militares iranianos. Vizinhos do Irã condenaram os ataques israelenses, enquanto potências ocidentais alertaram Teerã contra retaliações.

O objetivo dos apelos é evitar uma escalada dos conflitos já existentes na região da Faixa de Gaza e no Líbano, que poderiam se agravar ainda mais. Israel atualmente enfrenta dois grupos terroristas: o Hamas, em Gaza, e o libanês Hezbollah. Ambos são apoiados pelo Irã.

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Detalhes dos bombardeios e reações iranianas a Israel

Os bombardeios israelenses focaram em alvos militares nas Províncias de Teerã, Khuzeztan e Ilampor. Conforme autoridades iranianas, quatro soldados morreram. No entanto, versões oficiais indicam que os “danos foram limitados”, o que pode atenuar a resposta do Irã.

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Apesar disso, o chanceler iraniano Abbas Araqchi declarou que o Irã tem “o direito e o dever de se defender contra atos de agressão estrangeiros”.

Em resposta, o porta-voz militar de Israel, Daniel Hagari, advertiu que o Irã pagaria “um preço elevado” se optasse por uma resposta militar.

Posição dos Estados Unidos sobre Israel e Irã

O jornal israelense Haaretz informou que o governo dos Estados Unidos apoiou os bombardeios. O país norte-americano os considerou “precisos” e “proporcionais”.

Ainda, Washington alertou Teerã, por meio de um terceiro país que mantém relações diplomáticas com o Irã, que uma resposta poderia envolver os EUA e comprometer as negociações para um cessar-fogo.

“Chefe do Hezbollah que recrutou pessoas no Brasil é identificado”

O governo de Joe Biden temia as repercussões de um ataque mais amplo a instalações petrolíferas e nucleares iranianas.

Com a proximidade das eleições norte-americanas, os EUA pressionaram Israel a focar em alvos militares específicos, para manter esforços diplomáticos em curso.

Reações de outras potências ocidentais

Outras potências ocidentais também se manifestaram. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que “o Irã não deve responder” aos ataques. O chanceler alemão, Olaf Scholz, alertou contra uma “escalada” em postagem na rede social X.

“Minha mensagem ao Irã é clara: não deve permitir que a escalada continue”, escreveu Scholz. “Deve parar agora. Só então se abrirá a possibilidade de uma evolução pacífica no Oriente Médio.”

A França e a Rússia apelaram por moderação. O Ministério das Relações Exteriores francês pediu que ambos os lados se abstenham de qualquer escalada. Moscou, aliada de Teerã, expressou preocupação com a “escalada explosiva” e exortou à moderação.

Preocupações regionais

A União Europeia, em comunicado oficial, também apelou à “máxima moderação”. O objetivo era evitar uma “escalada incontrolável” no Oriente Médio. Vizinhos do Irã, como a Síria e o Iraque, condenaram a contraofensiva israelense.

O governo do Iraque alertou para as “consequências perigosas” do silêncio internacional. A Arábia Saudita afirmou que a situação ameaça a segurança regional e ressaltou sua posição de rejeição à escalada do conflito na região.

Condenações e apelos por diálogo

O Catar condenou os ataques, chamando-os de “violação flagrante da soberania do Irã”. O país pediu moderação e resolução de divergências por meio do diálogo. A Síria apoiou “o direito legítimo de defesa do Irã”.

A Turquia clamou pelo fim “do terror” israelense. Destacou a necessidade urgente de uma solução pacífica para a região.

Leia também: “Falta o Irã”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 237 da Revista Oeste

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