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Otan responde à aproximação de aviões russos do Reino Unido

Sistema de defesa mobiliza caças depois de detectar bombardeiros da Rússia no norte da Europa

O bombardeiro russo Tu-95, apelidado pelos militares da Otan de "Urso": vigilância permanente | Foto: Reprodução/X
O bombardeiro russo Tu-95, apelidado pelos militares da Otan de "Urso": vigilância permanente | Foto: Reprodução/X

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) mobilizou parte da sua frota de caças depois da movimentação de bombardeiros russos em direção à área de interesse do Reino Unido. Militares ocidentais divulgaram a informação. A operação ocorreu sobre águas internacionais dos mares da Noruega e de Barents, no norte da Europa.

A mobilização fez parte do protocolo de policiamento aéreo da Otan. A organização atua sempre que aeronaves militares de países não integrantes da aliança se aproximam do espaço aéreo de seus membros sem comunicação prévia. Os jatos aliados decolaram para identificar, escoltar e acompanhar os aviões russos até que se afastassem da região monitorada.

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Otan reconhece o uso dos aviões “Urso”

De acordo com fontes militares, as aeronaves russas eram bombardeiros estratégicos Tu-95MS. A Otan reconhece os veículos sob o apelido de Bears (Ursos). Trata-se de aviões de longo alcance. Eles podem transportar armamento convencional e nuclear, frequentemente usados pela Rússia em missões de patrulha e demonstração de poder militar. Em nenhum momento, segundo a aliança, houve violação do espaço aéreo britânico.

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o voo fazia parte de uma missão de rotina, que ocorre exclusivamente sobre águas neutras. O governo de Vladimir Putin negou qualquer intenção de provocação. Moscou costuma sustentar que esse tipo de operação respeita o Direito Internacional e não representa ameaça direta a outros países.

Leia também: “Questões éticas dos EUA na Venezuela”, reportagem publicada na Edição 301 na Revista Oeste

Apesar disso, autoridades da Otan destacam que a frequência dessas missões russas aumentou nos últimos meses, exigindo alto nível de prontidão das forças aéreas aliadas. Episódios semelhantes já foram registrados em outras regiões, como o Mar Báltico e áreas próximas ao espaço aéreo da Polônia e dos países nórdicos.

Especialistas em defesa avaliam que, embora ocorram em espaço internacional, essas aproximações são vistas como testes de resposta e capacidade de reação da aliança, além de sinalizações políticas em meio às tensões entre Rússia e países ocidentais.

A Otan reiterou que continuará monitorando de forma permanente a atividade aérea. Disse da mesma forma que manterá caças de prontidão para proteger o espaço aéreo de seus membros, conforme previsto nos acordos de defesa coletiva da aliança.

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