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ONU marca reunião de emergência sobre operação dos EUA na Venezuela

Presidente do Conselho de Segurança é pressionado por Caracas e aliados a responder ofensiva militar norte-americana

Conselho de Segurança da ONU se reúne nesta terça-feira, 2, em Nova York | Foto: Mark Garten/UN Photo
Caracas classificou a ofensiva como uma agressão deliberada e ilegal, planejada e assumida por Washington | Foto: Mark Garten/UN Photo

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) deve realizar nesta segunda-feira, 5, uma reunião de emergência para discutir a ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela. A informação partiu da Missão Permanente da Somália, país que ocupa a presidência rotativa do colegiado neste mês.

Neste sábado, 3, forças militares dos EUA bombardearam alvos estratégicos em Caracas e em outras cidades dos Estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Durante a ofensiva, os norte-americanos capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores.

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Em resposta, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou estar “profundamente alarmado” com a escalada da crise venezuelana. Em nota, defendeu o respeito à Carta da ONU e alertou para o “procedente perigoso” que teria sido criado pela operação dos EUA.

“O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito — por todos — ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU”, comunicou o porta-voz Stéphane Dujarric. “Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas.”

Na carta enviada ao Conselho de Segurança, a diplomacia venezuelana classificou a ofensiva como uma agressão deliberada e ilegal, planejada e assumida por Washington.

Caracas, portanto, exigiu quatro medidas imediatas: uma reunião urgente do Conselho; a condenação formal da operação; a suspensão dos ataques militares; e a responsabilização dos EUA por crime de agressão.

Presidente da Comissão Europeia defende “transição pacífica”

Também neste sábado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou apoio ao povo venezuelano e defendeu uma transição democrática no país.

Ela informou que mantém contato com os Estados-Membros da União Europeia para garantir assistência plena aos cidadãos do bloco. Assim, europeus na região “podem contar com o apoio total” dos governos nacionais.

+ Leia também: “Suprema Corte manda vice de Maduro assumir Presidência da Venezuela”

“Manifestamos a nossa solidariedade ao povo venezuelano e apoiamos uma transição pacífica e democrática”, afirmou. “Qualquer solução deve respeitar o direito internacional e a Carta da ONU.”

3 comentários
  1. PCC
    PCC

    Se bobear esse português comunista presidente da ONU também será extraído.

  2. anderson mantovan
    anderson mantovan

    Finalmente vou descobrir pra que serve a ONU! Kkkk

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