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ONU decide sobre uso de força em Ormuz e tensão com Irã cresce

Diplomacia internacional tenta destravar corredor energético enquanto Teerã reage a possível intervenção militar

Integrantes da ONU avaliam que uma autorização formal para uso de força pode ampliar o confronto | Foto: Divulgação

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) pôs em pauta uma resolução que pode autorizar ação armada no estreito de Ormuz.

A proposta busca garantir a circulação de navios comerciais em uma das rotas mais estratégicas do mundo.

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O texto, apresentado pelo Bahrein, permite o emprego de força com caráter defensivo para proteger o tráfego marítimo.

A medida prevê duração inicial de seis meses e conta com apoio de países do Golfo e dos Estados Unidos.

O governo do Irã reagiu ao movimento. O chanceler Abbas Araghchi afirmou que qualquer iniciativa nesse sentido agravará o cenário. Segundo ele, ações no âmbito do Conselho ampliam o risco de escalada.

Disputa por apoio no Conselho

Diplomatas ajustaram o conteúdo da proposta para reduzir resistência. O Bahrein retirou trechos que impunham cumprimento automático da resolução. A mudança tenta evitar bloqueio de membros com poder de veto, como Rússia e China.

O debate expõe divisões entre as potências. Parte dos países vê a medida como necessária para proteger o comércio global. Outros avaliam que o uso de força pode ampliar o confronto na região.

O estreito de Ormuz segue fechado em meio à guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. A interrupção atinge uma rota central para o transporte de petróleo e pressiona os preços de energia, elevando o risco de escassez em mercados dependentes.

Impacto direto no petróleo e pressão dos EUA

Governos como Japão e França intensificaram articulações diplomáticas para restabelecer o fluxo. A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou coordenação entre os dois países para pressionar pelo fim do impasse.

O presidente Donald Trump, por sua vez, cobra adesão de aliados europeus a uma coalizão naval. O plano prevê atuação conjunta para liberar a passagem marítima.

Capitais da Europa resistem à proposta. Governos locais avaliam que a entrada direta no conflito pode gerar efeitos imprevisíveis. A discussão no Conselho ocorre sob esse cenário de tensão. A decisão pode redefinir o nível de envolvimento internacional na crise e influenciar o equilíbrio no Oriente Médio.

Leia também: “Trump confirma demissão das procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi”

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