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ONU adia votação sobre ação armada contra o Irã

Proposta que busca liberar a navegação em Ormuz enfrenta resistência da China; deliberação está prevista para este sábado, 4

navio estreito de ormuz
Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz | Foto: Stringer/File Photo/Reuters

O Conselho de Segurança da ONU votará, neste sábado, 4, uma resolução de Bahrein que busca proteger a navegação comercial dentro e ao redor do Estreito de Ormuz, com uso de força militar contra o Irã. No entanto, a China, que tem poder de veto, já reforçou a sua posição contrária.

A reunião dos 15 membros do Conselho de Segurança da ONU e a votação aconteceriam nesta sexta-feira, 3, mas foram remarcadas para a manhã de sábado. Sexta-feira é feriado da ONU.

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Além da China, a Rússia e a França — que também têm poder de veto — se opõem à autorização de qualquer uso da força na região.

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O enviado da China à ONU, Fu Cong, afirmou que tal medida “legitimaria o uso ilegal e indiscriminado da força, o que inevitavelmente levaria a uma escalada ainda maior da situação e a sérias consequências”.

Depois do ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, que desencadeou um conflito que já dura mais de um mês, os preços do petróleo dispararam, diante dos riscos e da interrupção do tráfego na principal rota de navegação da região, o Estreito de Ormuz.

A atual presidência do Conselho está com Bahrein. Assim, o ministro das Relações Exteriores do país, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, disse que o Bahrein esperava uma “posição unificada deste estimado conselho”.

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O país recebeu o apoio de outros estados árabes do Golfo e dos Estados Unidos.

Uma resolução do Conselho de Segurança, para ser aprovada, requer pelo menos nove votos a favor e nenhum veto dos cinco membros permanentes: Reino Unido, China, França, Rússia e Estados Unidos.

Conflito no Irã

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram uma onda de ataques contra o Irã. A ação ocorreu depois da escalada das tensões sobre o programa nuclear iraniano.

Depois dos ataques, o regime do Irã iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que têm bases militares norte-americanas. É o caso, por exemplo, de Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

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