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Olimpíada: gesto de 'XX' volta ao ringue, depois de nova vitória de lutadora intersexual

Com a derrota, a turca Esra Yildiz Kahraman cruzou os dedos e mostrou a letra xis, em alusão à oponente de Taiwan, Lin Yu-ting

Esra Yildiz Kahraman faz gesto de XX depois de derrota para atleta intersexual na Olimpíada de Paris
A vitória da taiwanesa foi de maneira unânime, em decisão dos juízes | Foto: Reprodução/YouTube/Cazé TV

A lutadora intersexual de Taiwan Lin Yu-ting derrotou a turca Esra Yildiz Kahraman, nesta quarta-feira, 7, por decisão unânime dos juízes, na semifinal da categoria até 57 kg. A disputa foi válida pelo boxe, na Olimpíada de Paris.

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A vitória colocou a taiwanesa na final, em busca da medalha de ouro. Apesar de ficar com o bronze, a representante da Turquia protestou a respeito dos cromossomos da adversária e repetiu o gesto de ‘XX’, feito anteriormente pela derrotada por Yu-ting nas quartas de final, a búlgara Svetlana Staneva.

Dentro do ringue, Yildiz manteve uma postura agressiva durante todo o combate, mas não conseguiu convencer os juízes em suas pontuações. Lin, por outro lado, acertou mais golpes, fato que pesou para os juízes.

Ao ver o anúncio de sua derrota, a turca cruzou os dedos indicadores e mostrou a letra xis. O ato leva a crer que ela mostrou seus cromossomos XX, típico de mulheres, teoricamente ao contrário da intersexual Yu-ting.

Controvérsia sobre elegibilidade de gênero na Olimpíada

Lin tem sido alvo de controvérsias sobre elegibilidade de gênero, iniciadas com a desqualificação no Campeonato Mundial de Boxe da Associação Internacional de Boxe (IBA) em 2023.

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Na época, o presidente da IBA afirmou que Lin e a argelina Imane Khelif foram desqualificadas por possuírem “cromossomos XY”, típicos de homens. O Comitê Olímpico Internacional manteve que Lin e Khelif são elegíveis para competir na divisão feminina e desacreditou os testes usados pela IBA na controvérsia de gênero. Khelif está na final da categoria feminina até 66 kg.

Finais das atletas intersexuais no boxe 

Lin Yu-ting e Imane Khelif, atletas banidas pela Associação Internacional de Boxe desde 2023 | Foto: Reprodução/Redes sociais
Lin Yu-ting e Imane Khelif, atletas banidas pela Associação Internacional de Boxe desde 2023 | Foto: Reprodução/Redes sociais

Na categoria até 66 kg, Imane Khelif, de 25 anos, enfrenta Yang Liu, da China. Elas decidem quem fica com a medalha de ouro. A luta é na próxima sexta-feira, 9, às 17h51 (de Brasília). 

Leia também: “A celebração da derrota”, reportagem de Silvio Navarro publicada na Edição 228 da Revista Oeste

Já a taiwanesa Lin Yu-ting, de 28 anos, encara Julia Szeremeta, da Polônia, no sábado 10, às 16h30 (de Brasília). Ambas as atletas intersexuais estiveram na Olimpíada de Tóquio 2020, realizada em 2021, mas não conseguiram medalha.

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