A passagem devastadora do ciclone Harry forçou o governo da Itália a decretar estado de emergência, na segunda-feira 26, diante da destruição que atingiu Sicília, Sardenha e Calábria. As tempestades provocaram destruição em série no sul do país, com alagamentos, ventos extremos e ondas de até 9 metros.
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As autoridades italianas estimam que os prejuízos ultrapassam € 1 bilhão. O governo da primeira-ministra Giorgia Meloni anunciou uma ajuda emergencial de € 100 milhões para ações iniciais de reconstrução nas áreas atingidas. Até a noite desta quarta-feira, 28, não havia registro de mortes.
Segundo o ministro da Proteção Civil, Nello Musumeci, o Executivo prepara uma nova medida interministerial para restaurar a infraestrutura danificada. “O governo Meloni deliberou a declaração de estado de emergência nacional nos territórios da Sicília, da Sardenha e da Calábria, atingidos pelo violento mau tempo dos últimos dias”, disse.
Sul da Itália sofre colapso depois de avanço do Harry
Na Sicília, a administração regional calcula € 740 milhões em perdas. Segundo o governador Renato Schifani, esse valor pode dobrar.
Em Niscemi, comuna de quase 30 mil habitantes localizada no sul da ilha, um deslizamento de terra de grandes proporções colocou parte do território à beira do colapso. O solo começou a ceder no fim de semana, e as autoridades classificaram a situação como crítica.
O avanço da terra obrigou mais de 1,5 mil moradores a abandonarem suas casas. Três bairros inteiros — Sante Croci, Trappeto e Via Popolo — foram evacuados. Pelo menos 300 famílias foram transferidas para residências temporárias e um centro esportivo local.
“Agora estão chegando notícias sobre os danos, que, infelizmente, são muito graves ao longo de mais de 100 quilômetros do litoral jônico”, disse Schifani. “Falamos de estradas costeiras, empreendimentos turísticos e balneários, residências e estruturas portuárias.”
Comunidade local lidera esforço de recuperação na Calábria
Além da tragédia em Niscemi, o governo da Calábria destacou prejuízos significativos no setor agropecuário. Em nota, a gestão afirmou que os danos afetaram duramente os negócios agrícolas e terão impacto direto na economia rural, especialmente em uma das regiões mais pobres da Itália.
Em entrevista a Oeste, Francesco Malena, residente de Cirò Marina, relatou que os alertas meteorológicos antecederam a chegada do ciclone e levaram moradores — muitos deles pescadores — a retirarem embarcações do porto local.
“Dias antes, alertas já haviam sido emitidos, e a população tentou se preparar com a retirada dos barcos”, disse. “À medida que o ciclone se aproximava, o vento e a chuva ficaram muito intensos. Na véspera, ainda de madrugada, o cenário já era de caos. Quando o ciclone atingiu a costa, o mar avançou de forma impressionante, ultrapassando o muro do porto, com mais de 15 metros de altura.”
Na pequena comuna calabresa, associações locais iniciaram mutirões de limpeza para enfrentar os estragos. Segundo o jornal italiano ilCirotano, moradores vêm se mobilizando para curar as “feridas do território”.
“Agora, com o mar mais calmo, pescadores, moradores, associações e o poder público se unem para limpar, avaliar os danos e tentar retomar a normalidade após a passagem do Harry”, concluiu Francesco.
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Com ventos de até 150 km/h, as tempestades provocadas pelo ciclone Harry atingiram o sul da Itália no início da última semana. Diante do fenômeno, as autoridades ativaram uma ampla operação de evacuação, além do fechamento de escolas e repartições públicas para conter os estragos. Ao todo, mais de 6 mil agentes e voluntários se mobilizaram para atender a população.






































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