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O império dos lanches de uma família real árabe no Brasil

O negócio envolve milhares de restaurantes e rende bilhões por ano

A venda de lanches rende bilhões para o fundo Mubadala | Foto: Revista Oeste/Imagem criada por IA

A riqueza da realeza árabe geralmente é associada a construções luxuosas, carros caríssimos, joias e, claro, petróleo. Nem todos sabem, mas os xeiques também faturam alto com algo tão simples e singelo quanto os sanduíches, lanches que qualquer um pode fazer — e vender.

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Uma das famílias reais árabes mais proeminentes do mundo possui um verdadeiro império de lanchonetes no Brasil. Trata-se da realeza de Abu Dhabi, um dos reinos dos Emirados Árabes Unidos.

O império de lanches

As operações envolvem tanto a administração direta de algumas lojas quanto o direito de exploração de franquias inteiras.

O portfólio do império dos lanches no Brasil abrange quatro marcas icônicas. São elas: Starbucks, Subway, Popeyes e, a mais lucrativa delas, Burger King. A Zamp faz a gestão. Trata-se de uma empresa listada e controlada pelo Mubadala — o fundo de investimentos internacional da Família Real de Abu Dhabi.

Ao todo, as quatro marcas formam uma rede com 2,7 mil restaurantes no Brasil. Por volta de 900 lojas são próprias da detentora dos direitos da marca no país — ou seja, da Zamp. O restante são franqueados, que geram royalties para os árabes. Ao longo de 2024, o negócio faturou R$ 4,6 bilhões.

Rede própria e franqueados

Dos quase 900 restaurantes que fazem parte da rede própria da Zamp, o grande destaque é o Burger King (970 unidades). Na sequência, aparecem Starbucks (114) e Popeyes (85).
Na rede de franqueados, o destaque é o Subway. A gestão brasileira da marca passou para as mãos dos árabes em outubro de 2024. São 1,5 mil unidades, todas franquias. Em segundo lugar, aparece o Burger King (273). A terceira posição fica com o Popeyes (8). No caso da Starbucks, todas as unidades estão sob gestão direta da Zamp — nada de franquias para terceiros.

Joia da coroa

Quase 90% de todo o faturamento veio do Burger King. Joia da coroa do império dos lanches, a exploração da marca no Brasil rendeu R$ 4 bilhões para os árabes em 2024.

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2 comentários
  1. Christian
    Christian

    Daqui a pouco vão abolir o bacon no Burguer King Brasil…Junk Food não é para eles, é para nós.

  2. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Quer dizer que quem gosta do comer carne moída no pão, toda misturada, com produtos sabor queijo e umas verdurinhas, e que não gosta do Mac’Donalds, enriquece os árabes. Legal. Por mim, prefiro um Bauru, com queijo de verdade e um bife de verdade.

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