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Novo medicamento 'interrompe' evolução de Alzheimer

Droga se mostrou eficaz em 60% dos casos analisados

Um novo medicamento em teste que “interrompe” o Alzheimer conseguiu retardar o processo de perda cognitiva causada pela doença. Os resultados do estudo foram publicados no periódico científico Journal of the American Medical Association, na segunda-feira 17.

Uma análise com participantes que já apresentavam algum sintoma de perda cognitiva revelou que o uso da droga retardou esse processo em até 60% dos casos — isso na comparação com aqueles que receberam placebo (substância inócua).

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Batizado donanemabe, o medicamento retardou o processo de evolução do Alzheimer em cerca de 22%, durante o estudo de 18 meses. Alguns pacientes se saíram melhor (com níveis baixos a médios de tau — proteínas presentes no sistema nervoso central), com um declínio 35% mais lento.

O donanemabe é uma espécie de anticorpo monoclonal (produzido a partir de uma molécula) que age em uma “placa” da substância beta amiloide, formada no cérebro de pacientes. Como o acúmulo dessa substância resulta no declínio cognitivo, o medicamento reduziu essas placas, independentemente do estágio da doença, o que diminuiu a perda cognitiva.

Testes do medicamento contra o Alzheimer

O estudo conduzido nos Estados Unidos contou com mais de 1,7 mil participantes, com idades de 60 a 85 anos, que tinham doença de Alzheimer sintomática precoce. Os participantes haviam sido avaliados de acordo com os níveis das proteínas beta amiloide e tau, dois marcadores da doença, por meio de exames de imagem.

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A empresa entrou com um pedido de aprovação da droga para a Agência Americana de Alimentos e Medicamentos na segunda-feira 17. Agora, o laboratório espera por uma aprovação do órgão sanitário até o fim do ano.

“No Brasil, ainda não temos previsão para a submissão regulatória de donanemabe”, afirmou a Eli Lilly, produtora do medicamento, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo. No país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária é a responsável pelo processo.

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