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Noboa vence no Equador, e oposição denuncia fraude, sem provas

Presidente eleito amplia vantagem no segundo turno e derrota candidata ligada a Rafael Correa, que contesta resultado, com apoio de correligionários

Daniel Noboa
Daniel Noboa assumiu a presidência do Equador em novembro de 2023 | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) confirmou neste domingo, 13, a vitória de Daniel Noboa nas eleições presidenciais do Equador. Com 55% dos votos, ele superou Luisa González, que recebeu 45%. A candidata da esquerda, apoiada por Rafael Correa, contestou o resultado e exigiu recontagem. Durante a campanha, ambos os lados se acusaram de fraude, mas nenhuma prova foi apresentada.

Em seu primeiro discurso como presidente eleito, Noboa comemorou o resultado. Disse que não há dúvidas sobre a legitimidade da eleição. Destacou a vantagem de mais de 1 milhão de votos como sinal claro da vontade popular. “O Equador não quer voltar ao passado”, afirmou, sob aplausos.

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Do lado derrotado, González rejeitou o resultado. Acompanhada por aliados, afirmou que o processo foi manipulado. Prometeu acionar a Justiça Eleitoral. “Vamos pedir a recontagem e que se abram as urnas”, declarou a candidata.

Rafael Correa, ex-presidente e principal liderança do correísmo, também atacou o resultado. Em rede social, afirmou que os números foram forjados.

“Todos sabem que esses resultados são impossíveis”, disse o político. “Obtivemos os mesmos 44% do primeiro turno. Esses mafiosos poderiam ter dissimulado um pouco mais.”

Diante das acusações, a presidente do CNE, Diana Atamaint, reagiu com firmeza. Garantiu que a apuração foi transparente. 

“A democracia se fortalece quando se respeita a voz do povo”, enfatizou a presidente do CNE, em rede nacional. “Hoje essa voz foi ouvida com clareza e, sobretudo, foi respeitada.”

Noboa manteve ampla vantagem

Mais de 13 milhões de equatorianos estavam aptos a votar. O comparecimento chegou a 83,7%. Com 90% das atas apuradas, Noboa mantinha ampla vantagem.

Entre os desafios do novo governo estão a crise de segurança e a recessão econômica. Noboa decretou conflito armado interno em 2023, mobilizou tropas nas ruas e enfrentou o crime organizado com ações militares.

A violência diminuiu em 2024, mas voltou a crescer em 2025. O país registrou 1,3 mil homicídios em apenas 50 dias. Com colete à prova de balas, o presidente eleito liderou operações, mas foi criticado por organizações de direitos humanos por supostos abusos.

Na economia, o cenário também preocupa. O Equador enfrenta recessão e apagões causados pela seca, que comprometeu a geração de energia. Ainda assim, os debates eleitorais negligenciaram propostas concretas para o setor.

Missões internacionais da OEA e da União Europeia acompanharam as eleições

Durante a campanha, Noboa atacou a figura de Rafael Correa, condenado por corrupção e asilado na Bélgica. A estratégia foi associar González ao passado político, rejeitado por parte do eleitorado.

No dia da votação, González denunciou o estado de exceção decretado na véspera. Chamou a medida de “violação dos direitos” e sugeriu interferência do governo.

Missões internacionais da OEA e da União Europeia acompanharam o pleito e não encontraram irregularidades.

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