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Noboa propõe nova Constituição para combater o crime organizado no Equador

Iniciativa vem depois de a Corte Constitucional rejeitar propostas de reforma; presidente acusa tribunal de 'ativisimo judicial'

Daniel Noboa - presidentes populares da América do Sul
O presidente do Equador, Daniel Noboa, tentar dar uma resposta constitucional ao aumento da criminalidade | Foto: Reprodução/Twitter/X

O presidente do Equador, Daniel Noboa, intensificou o embate com as instituições do país ao defender a convocação de uma nova Assembleia Constituinte. Em carta publicada nesta quarta-feira, 17, ele acusou a Corte Constitucional de praticar “ativismo político” ao rejeitar parte de suas propostas de reforma e afirmou que o sistema atual impede mudanças estruturais no combate ao crime organizado.

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“Estamos sequestrados por instituições que não escutam o povo”, disse Daniel Noboa, depois de a Corte barrar a consulta popular sobre a redução do número de parlamentares. Outras medidas do mandatário, como a extinção do financiamento público a partidos e a autorização de contratos por hora no setor turístico, foram liberadas para plebiscito pelo tribunal.

O Judiciário também analisou o estado de exceção decretado pelo governo em agosto. A medida foi mantida em Províncias estratégicas, como Guayas e Manabí, mas revogada em outras regiões por falta de justificativas.

Noboa decretou estado de emergência no Equador

No entanto, a crise política se soma a um novo fator de instabilidade. Na terça-feira 16, Noboa ampliou o estado de emergência para sete Províncias, com a justificativa de “graves distúrbios internos”. O decreto ocorreu em meio a bloqueios de estradas e protestos contra a eliminação do subsídio ao diesel, que se somam à crescente insegurança.

O Equador, antes considerado um território de relativa estabilidade entre Colômbia e Peru, tornou-se o país mais violento da América Latina, registrando 39 homicídios por 100 mil habitantes em 2024, segundo levantamento da Insight Crime, organização que estuda o crime organizado nas Américas. Para enfrentar o narcotráfico, Noboa planeja incluir em referendo marcado para novembro a possibilidade de permitir novamente bases militares estrangeiras no território.

O presidente espera que o referendo seja realizado em 14 de dezembro, com temas que vão desde a convocação de uma Constituinte até a possibilidade de restabelecer bases militares estrangeiras no território. Porém, à CNN, o Conselho Nacional Eleitoral advertiu que não poderá avançar no planejamento sem uma decisão prévia do Tribunal Constitucional sobre as perguntas que irão às urnas.

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