Na véspera da votação de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre Gaza, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reafirmou sua rejeição à criação de um Estado palestino, mantendo sua posição inalterada diante das pressões externas.
Durante reunião ministerial neste domingo, 16, Netanyahu declarou que a posição israelense em relação à soberania palestina “não mudou nem um pouco”, sustentando que tal medida poderia resultar em uma expansão do domínio do Hamas próximo às fronteiras de Israel.
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Apesar do esforço dos Estados Unidos para aprovar uma proposta de cessar-fogo em Gaza, que inclui abrir caminho para a independência palestina, Netanyahu enfrenta crescente cobrança da comunidade internacional para flexibilizar sua postura.
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O texto apresentado pelos EUA ao Conselho de Segurança propõe um mandato para uma força internacional de estabilização em Gaza, mas Rússia, China e países árabes manifestam resistência.
Os norte-americanos revisaram a resolução, incluindo termos mais enfáticos sobre autodeterminação dos palestinos, e mencionam o plano do presidente Donald Trump como um “caminho confiável” para a formação de um Estado palestino.
Já a proposta alternativa da Rússia utiliza palavras ainda mais contundentes em defesa da criação de um Estado palestino.
A comunidade internacional considera a solução de dois Estados, com Palestina e Israel coexistindo, como a maneira mais viável para encerrar o conflito de longa duração.
Resistência de Israel ao Estado palestino
Netanyahu enfrenta críticas também de aliados do governo. O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, cobrou publicamente uma resposta mais rigorosa diante do reconhecimento do Estado palestino por países ocidentais.
“Formule uma resposta adequada e firme que deixe claro ao mundo inteiro que nenhum Estado palestino surgirá nunca em nossa pátria”, pediu Smotrich no X. Netanyahu rebateu, afirmando que “não precisa de lições” de ninguém.
Leia também: “Nunca devemos esquecer a traição progressista aos reféns israelenses”, artigo de Brendan O’Neill publicado na Edição 292 da Revista Oeste
Outros integrantes do gabinete, como o ministro da Defesa, Israel Katz, e o chanceler Gideon Saar, reforçaram posicionamentos contrários à criação do Estado palestino, apesar de não terem se referido diretamente ao texto da resolução.
Saar declarou no X que “não concorda com o estabelecimento de um Estado palestino terrorista no coração da terra de Israel”. Já Itamar Ben Gvir, ministro da Segurança Nacional, classificou a identidade palestina como uma “invenção”.









































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