O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou que, com a operação que trouxe de volta o corpo do último refém do Hamas, o cessar-fogo em Gaza já pode entrar em sua segunda etapa.
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“Não há mais reféns em Gaza”, afirmou Netanyahu no plenário do Knesset (Parlamento) durante uma sessão com o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, em visita oficial a Israel. “Temos interesse em avançar para a próxima fase do cessar-fogo, que inclui a desmilitarização da Faixa de Gaza e o desarmamento do Hamas.”
Os restos mortais de Ran Gvili foram encontrados em um cemitério no norte da Faixa de Gaza. O funeral dele será realizado na quarta-feira em sua cidade natal, Meitar. Givli era sargento de primeira classe e tinha 24 anos.
Ele foi morto em 7 de outubro de 2023, durante combate no kibutz Alumim e sequestrado por terroristas do Hamas para a Faixa de Gaza. Ele era o último refém ainda mantido no território e permaneceu em cativeiro por 843 dias. O retorno dos restos mortais ocorreu em meio a homenagens de autoridades, que o definiram como um herói nacional.
O cessar-fogo, definido em outubro de 2025 e mediado pelos Estados Unidos (EUA), previa uma sequência nas seguintes etapas: liberação de reféns vivos mantidos pelo Hamas; liberação de prisioneiros palestinos detidos em Israel e entrega de restos mortais de reféns mortos.
A partir do cumprimento dessas obrigações, o cessar-fogo entraria na etapa posterior, a da transição política. Esta tem como principal ponto de partida a formação de um Conselho de Paz, iniciativa lançada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, na quinta-feira 22, no Fórum Econômico Mundial em Davos.
Israel integrará conselho em Gaza
O objetivo do grupo é “promover estabilidade e apoiar a reconstrução em áreas de conflito”, inicialmente em Gaza. A ideia tem sido recebida com ceticismo por diplomatas e governos de vários países.
França, Espanha e Alemanha recusaram o convite para aderir ao conselho, com o argumento de que, com ele, o papel da Organização das Nações Unidas (ONU) ficaria esvaziado. Outros países, como Argentina, Israel e a Jordânia, que sempre foi um protagonista favorável à causa palestina, aceitaram integrar a nova estrutura.
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Trump estabeleceu o valor de US$ 1 bilhão para os países que desejem um assento permanente no conselho. As diretrizes do Conselho da Paz estão no plano de 20 pontos, também apresentado pelo presidente dos EUA.
No documento, há projeções para a reconstrução e o desenvolvimento econômico de Gaza, com novos negócios na região. Para tanto, a estabilidade política é premissa básica e será obtida, segundo o item 19, com fortalecimento da Autoridade Palestina (AP), em detrimento do poderio do grupo terrorista Hamas.
“À medida que o processo de reconstrução de Gaza avança e o programa de reformas da AP é implementado, as condições poderão finalmente estar reunidas para um caminho possível rumo à autodeterminação e à formação de um Estado palestino, que reconhecemos como a aspiração do povo palestino.”
Ainda sem um cronograma específico, a estabilidade política não ocorrerá sem um acordo de paz, realçado no item 20, pelo qual os EUA terão o compromisso de “estabelecer um diálogo entre Israel e os palestinos para que concordem sobre um horizonte político para coexistência próspera e pacífica”.





































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