As negociações entre Israel e o grupo terrorista Hamas sobre a libertação dos reféns mantidos na Faixa de Gaza evoluíram rapidamente, com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu demonstrando otimismo quanto ao retorno de todos os sequestrados em breve. O líder israelense afirmou, neste sábado, 4, que espera a libertação de todos os reféns “nos próximos dias”, alinhando suas expectativas ao que chamou de “grande conquista” para o país.
Netanyahu também destacou que, apesar de um acordo ainda não estar garantido, as tratativas seguem intensas. “Ainda não é definitivo. Estamos trabalhando duro nisso”, disse o premiê, acrescentando que espera anunciar o retorno dos reféns, vivos e mortos, durante o Sucot, feriado judaico que vai de 6 a 13 de setembro.
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“Com a ajuda de Deus, nos próximos dias, mesmo durante o feriado de Sucot, possamos anunciar o retorno de todos os reféns — os vivos e os mortos”, disse Netanyahu, durante pronunciamento. “De uma só vez, com as Forças de Defesa de Israel ainda posicionadas em Gaza.”
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O chefe do governo israelense instruiu a equipe de negociação de seu país a se reunir no Cairo, capital do Egito, para acertar detalhes técnicos do acordo, enquanto reforçou que tanto Israel quanto os Estados Unidos buscam limitar o processo de negociação a poucos dias.
Netanyahu também afirmou que, na segunda fase do plano, o Hamas será desarmado e a Faixa de Gaza será desmilitarizada. Dessa forma, sugeriu que isso ocorrerá de maneira diplomática, segundo a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, ou por ação militar de Israel.
Netanyahu confirma suspensão de ação militar
Mais cedo, Trump elogiou a decisão de Israel de suspender temporariamente os ataques em Gaza, medida que foi confirmada por Netanyahu. Segundo o presidente norte-americano, essa medida busca facilitar o avanço do plano para o enclave palestino e as tratativas para a libertação dos reféns.
O presidente dos EUA usou sua conta na rede social Truth Social para alertar o grupo terrorista sobre a necessidade de agir rapidamente. “O Hamas precisa agir rapidamente ou então todas as apostas serão canceladas”, afirmou o republicano. “Não tolerarei atrasos, que muitos acham que acontecerão, ou qualquer resultado em que Gaza represente uma ameaça novamente.”
Trump acrescentou que, assim que Hamas confirmar o acordo, o cessar-fogo entrará em vigor de imediato, e a troca de reféns e prisioneiros começará. “Quando o Hamas confirmar, o cessar-fogo será imediatamente efetivo”, enfatizou. “A troca de reféns e prisioneiros começará, e criaremos as condições para a próxima fase de retirada, o que nos levará perto do fim desta catástrofe de 3 mil anos.”
Posicionamento estratégico e pressão dos EUA
Depois da atualização de Netanyahu, Trump afirmou que Israel concordou com uma linha inicial de retirada em Gaza, apresentada ao Hamas. Segundo mapas divulgados pelo presidente norte-americano, essa linha corresponde às posições controladas por Israel antes da ofensiva em Gaza, com as Forças de Defesa de Israel mantendo presença em áreas estratégicas como Rafah, Khan Younis e partes do norte da Faixa, além de uma zona-tampão.
Apesar da coordenação entre os governos, Trump ressaltou que Netanyahu não teve alternativa senão aceitar o seu plano para encerrar o conflito. “Disse: ‘Bibi, esta é a sua chance de vitória’. Ele aceitou”, afirmou Trump ao site Axios, referindo-se à ligação telefônica realizada com Netanyahu na sexta-feira 3. “Ele tem que aceitar. Ele não tem escolha. Comigo, você tem que aceitar.”
Leia também: “Enquanto Israel dormia”, reportagem de Dagomir Marquezi publicada na Edição 287 da Revista Oeste




































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