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Netanyahu diz que não haverá concessões ao Irã

Em discurso neste sábado, primeiro-ministro disse que esta guerra está mudando o cenário no Oriente Médio

Benjamon Netanyahu Israel Irã
Netanyahu diz que objetivo é enfraquecer o regime iraniano | Foto: PMO /Facebook

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste sábado, 7, que a ofensiva militar contra o Irã continuará sem concessões. Segundo ele, a campanha ainda atravessa uma fase difícil, mas Israel seguirá atingindo os dirigentes iranianos “sem compromisso”. O premiê reiterou que a próxima etapa da guerra inclui um plano estruturado e com elementos inesperados. O objetivo é enfraquecer o regime iraniano e abrir caminho para mudanças políticas no país.

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Netanyahu também enviou uma mensagem direta aos integrantes do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica. “Vocês também estão na nossa mira”, destacou. “Quem depuser as armas não sofrerá dano. Quem não o fizer, será responsável pelo próprio destino.” O discurso seguiu a mesma linha das ameaças feitas aos terroristas do Hamas durante a incursão em Gaza, na busca da libertação dos reféns e do desarmamento do grupo.

Dirigindo-se à população iraniana, o líder israelense afirmou que um “momento decisivo” se aproxima. Ele negou que Israel busque fragmentar o país e disse que a intenção é libertá-lo do atual regime, ressaltando que a transformação depende sobretudo dos próprios iranianos. Caso isso ocorra, previu, poderia surgir uma relação de paz entre Israel e Irã, ampliando o círculo de estabilidade regional.

No discurso, Netanyahu também destacou o apoio dos Estados Unidos (EUA). De acordo com ele, em encontro recente, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que seria necessário impedir a qualquer custo que Teerã obtenha armas nucleares. O premiê agradeceu a liderança de Trump. Para ele, a parceria entre EUA e Israel está “mais forte do que nunca”.

Netanyahu faz alerta ao Líbano

Segundo ele, as operações militares conjuntas entre os dois países praticamente alcançaram controle total do espaço aéreo iraniano. O primeiro-ministro disse que as ações militares vêm alterando o equilíbrio de forças no Oriente Médio e que o objetivo de transformar o papel estratégico de Israel na região passou a ser prioridade depois da agressão do Hamas em 7 de outubro de 2023. O premiê ressaltou que esta guerra está modificando a dinâmica regional e reforçando a posição de Israel como potência na região.

Leia mais: “Trump declara Irã ‘perdedor do Oriente Médio'”

Netanyahu ainda criticou organismos internacionais e líderes ocidentais. Na visão dele, enquanto Israel foi alvo de condenações durante a guerra contra o Hamas, a comunidade internacional permaneceu em silêncio diante da repressão do regime iraniano contra sua própria população. O premiê também afirmou que diversos países procuram cooperação com Israel diante do que classificou como ameaça representada pelo governo dos aiatolás.

O israelense fez um alerta ao governo do Líbano. Ele disse que cabe às autoridades libanesas garantir o cumprimento do cessar-fogo firmado em 2024 e desarmar o Hezbollah. Caso isso não ocorra, advertiu, novos ataques do grupo terrorista poderão levar o país a uma situação de desastre. “Israel fará tudo o que for necessário para proteger suas cidades e seus cidadãos.”

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