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Netanyahu critica Hamas na ONU e exige libertação de reféns

Delegações abandonam plenário durante discurso do premiê israelense em Nova York

Netanyahu; Israel
Conforme Netanyahu, as Forças de Defesa de Israel (FDI) já eliminaram boa parte da estrutura do Hamas | Foto: Reprodução/Redes sociais

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, utilizou seu pronunciamento na Assembleia-Geral das Nações Unidas, nesta sexta-feira, 26, para criticar o grupo terrorista Hamas. O premiê também cobrou a libertação imediata dos reféns na Faixa de Gaza e defendeu as operações militares israelenses na região.

Em meio à crescente pressão internacional sobre a situação humanitária em Gaza, Netanyahu classificou o Hamas como uma “máquina de terror”. Nesse sentido, ele relatou as atrocidades realizadas pela organização contra judeus e palestinos.

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Antes do início da fala, representantes de vários países deixaram o plenário em protesto, incluindo a delegação brasileira. O premiê israelense também acusou os terroristas de praticarem atos bárbaros contra civis.

“Eles decapitaram homens”, disse Netanyahu.  “Estupraram mulheres. Mataram bebês vivos em frente aos seus pais. Que monstros! Deixem minhas pessoas irem, libertem os reféns agora. Entreguem as armas. Liberem os reféns agora. Entreguem as armas e os reféns.”

Conforme Netanyahu, as Forças de Defesa de Israel (FDI) já eliminaram boa parte da estrutura do Hamas e vêm enfraquecendo o Hezbollah. “Nós acertamos o Hezbollah”, declarou. “E, acredite-me, eles recebem a mensagem. E milhares de terroristas.”

Governos pressionam Israel por operações militares em Gaza

A fala do premiê ocorreu no mesmo dia em que o presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmoud Abbas, participou remotamente da conferência. Abbas classificou as operações de Israel em Gaza como a maior tragédia humanitária do século e exigiu o fim imediato dos bombardeios.

Diversos países utilizaram o palco da ONU para criticar Tel-Aviv e reafirmar o apoio ao reconhecimento do Estado palestino. A tendência cresce entre os governos europeus nas últimas semanas.

+ Leia também: “Benjamin Netanyahu abre o 4º dia de discursos na ONU”

Enquanto isso, as ações militares de Israel continuam. Tropas das FDI permanecem em atuação na região contra alvos do Hamas, intensificando os combates em meio à tensão diplomática.

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