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'Não é apenas sobre a Ucrânia, é sobre a Europa', diz premiê da Polônia

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, defende o uso do dinheiro de ativos russos congelados para financiar a defesa ucraniana

'Não é apenas sobre a Ucrânia, é sobre a Europa', diz premiê da Polônia
Donald Tusk, premiê da Polônia | Foto: Reprodução/X

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, defendeu o uso dos ativos russos congelados pela Europa para financiar a defesa da Ucrânia na guerra contra a Rússia. Governantes europeus discutiram o tema em reunião realizada em Bruxelas, na Bélgica, nesta quinta-feira, 18.

“Agora temos uma escolha simples: ou dinheiro hoje, ou sangue amanhã”, escreveu em publicação no X no mesmo dia. “Não estou falando apenas da Ucrânia, estou falando da Europa. Esta é uma decisão que cabe a nós. E somente a nós. Todos os líderes europeus devem finalmente estar à altura do desafio.”

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De acordo com Tusk, a discussão envolveu propostas para financiar a Ucrânia em 2026 e 2027, utilizando ativos russos congelados em vez de recorrer a empréstimos conjuntos da União Europeia. Ele relatou avanço nas negociações.

“Todos concordam que vale a pena tentar e que o uso de ativos russos para a Ucrânia seria justificado e bom para a Europa, mas alguns países vão lutar até o final para maximizar garantias para si mesmos”, disse o premiê, segundo a agência Reuters. “Essa declaração de que todos queremos usar ativos russos para a Ucrânia foi feita e não acho que alguém vá voltar atrás”, declarou durante o intervalo das discussões.

Discussão sobre apoio à Ucrânia envolve preocupação com retaliações

Entre os € 210 bilhões em ativos russos bloqueados pela União Europeia depois da invasão da Ucrânia, em 2022, € 185 bilhões estão sob custódia da Euroclear, na Bélgica. O governo belga expressa preocupação diante da possibilidade de sofrer retaliações legais por parte de Moscou caso aceite liberar esses recursos no âmbito do plano europeu.

Roberta Metsola, presidente do Parlamento Europeu em conversa com manifestantes pró Ucrânia | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Tusk, porém, sinalizou que as conversas técnicas devem prosseguir, já que “os países mais expostos a eventuais represálias financeiras da Rússia no futuro, principalmente a Bélgica, mas não apenas ela, buscam salvaguardas”. “O uso do chamado limite orçamentário da União Europeia não entusiasma países-chave do bloco, então não vejo esperança para planos que envolvam recursos próprios da UE”.

Ele mencionou ainda a intenção de “priorizar um empréstimo de reparação com base nos ativos russos e buscar garantias para os países mais vulneráveis, como a Bélgica, para que sintam que são proteções concretas”, segundo a Reuters.

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