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'Musa do lockdown', primeira-ministra de esquerda da Nova Zelândia renuncia

Responsável por isolamentos mais severos durante a pandemia de covid-19, Jacinda Ardern não explicou por que vai deixar o cargo

Nova Zelândia
Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, ao anunciar a renúncia, nesta quinta-feira, 19 (quarta-feira, no horário de Brasília) | Foto: Reprodução/YouTube

Autora de um dos lockdowns mais rígidos em países democráticos durante a pandemia de covid-19, a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou que irá renunciar ao cargo nos próximos dias. Em mensagem nesta quinta-feira, 19 (noite da quarta-feira, no horário de Brasília), exibida pela TV neozelandesa, Jacinda disse que não vai se candidatar à reeleição e que deverá renunciar até o começo de fevereiro.

Ela não explicou os motivos que levaram à decisão, mas disse que “não tem mais combustível para seguir na carreira”, e afirmou que acredita na vitória do Partido Trabalhista, sua legenda, nas próximas eleições, em outubro.

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“Eu sei que haverá muita discussão após esta decisão sobre qual foi o chamado motivo ‘real’. O único ângulo interessante que você encontrará é que, depois de enfrentar seis anos de grandes desafios, eu sou humana. Os políticos são humanos. Damos tudo o que podemos, pelo tempo que pudermos, e então é a hora. E, para mim, é a hora”, disse Jacinda, de 42 anos.

Há pouco mais de um mês, foi instaurada na Nova Zelândia uma Comissão Real de Inquérito, o mais alto grau de investigação do país, para analisar como o país governado por Jacinda desde 2017 lidou com a pandemia.

Com duros confinamentos, a Nova Zelândia registrou apenas 19 mil casos e 53 mortes até fevereiro de 2022. Porém, os números dispararam. No começo de dezembro, quando a comissão foi instaurada, já eram quase 2 milhões de casos e mais de 2,2 mil mortes.

Esquerdista e defensora de amplas políticas ambientais, ela foi reeleita em 2020 e nos últimos meses também travou uma briga com os agricultores neozelandeses ao anunciar um imposto para os gases naturais de bois e carneiros.

Segundo ela, no comunicado, apesar de sua renúncia ao cargo de primeira-ministra, “as questões que mais afetam os neozelandeses continuarão sendo o foco do governo durante este ano e nas eleições”.

Com a renúncia, Jacinda deixará o cargo de líder do Partido Trabalhista até o dia 7 de fevereiro, mas continuará com a vaga de deputada até outubro, quando serão realizadas as eleições parlamentares. O partido deverá decidir, nos próximos dias, quem presidirá a legenda e será, portanto, o novo primeiro-ministro.

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9 comentários
  1. Reinaldo Martinazzo
    Reinaldo Martinazzo

    Lembro de ter ouvido de um âncora da cbn que estávamos diante de uma grande líder, um espécime raro para o qual o mundo deveria prestar atenção.
    O que aconteceu? O balão furou?

    1. carlos roberto de moura
      carlos roberto de moura

      Boa, Reinaldo! Kkk… Foi apenas uma bolha, como soltar pum dentro da água.

  2. Luiz
    Luiz

    Já encheu o bolso e já comprovou que comunistas são burros e incompetentes em qualquer lugar do mundo.

  3. Zema Santos
    Zema Santos

    Para o lugar dela no partido, fala-se num esquerdista brasileiro, do movimento LGBT, chamado Jacinto Leite Aquino Rego…

  4. Roberto
    Roberto

    O nível de idiotice dessa figura vai além da compreensao humana. Ela deixou de ser a musa do lockdown e passou a ser a musa do peido da vaca. Era ridicularizada em diversos países sérios .

  5. José Camargo
    José Camargo

    Imposto sobre a emissão de gazes naturais de bois e carneiros:Cria-se um problema,por mais absurdo que seja, e tasca-lhe um imposto.É assim que funciona.

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