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Mulher que visitou Estado Islâmico vence batalha para retornar ao Reino Unido

Juízes determinam que governo britânico reavalie restrição; Serviço Secreto vê risco de segurança nacional

Área de refugiados na Síria: reduto do Estado Islâmico, dizem autoridades | Foto: Reprodução/X
Área de refugiados na Síria: reduto do Estado Islâmico, dizem autoridades | Foto: Reprodução/X

A Justiça do Reino Unido determinou que o governo britânico reavalie a decisão que impede uma mulher de retornar ao país depois de ela ter viajado para a Síria e se associar ao grupo extremista Islamic State of Iraq and the Levant, mais conhecido como a organização terrorista Estado Islâmico.

Identificada apenas como “T7”, a mulher foi considerada pelo serviço de segurança local, o MI5, como uma participante “ativa e voluntária” na decisão de se mudar para a Síria com o marido em 2014. Segundo a agência, ela se alinhou ao Estado Islâmico depois de chegar ao país e acabou gravemente ferida em um ataque aéreo.

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Mulher é uma ameaça, dizem agentes

Apesar de o governo afirmar que T7 representa risco à segurança nacional, juízes da Comissão Especial de Apelações de Imigração concluíram que a decisão que negou sua volta ao Reino Unido teve fundamentação insuficiente e precisa ser reconsiderada pela atual ministra do Interior, Shabana Mahmood.

A cidadania britânica da mulher foi revogada em 2017. Desde então, com apoio de familiares que vivem no Reino Unido, ela tenta na Justiça autorização para retornar ao país. Em decisão anterior, a então ministra do Interior Yvette Cooper havia negado o pedido, alegando risco à segurança nacional.

Leia também: “Tiete de aiatolá”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 312 da Revista Oeste 

Durante o julgamento, foi informado que T7 vive no campo de refugiados de Al-Roj, no nordeste da Síria, ao lado do filho, nascido em 2016 e cidadão britânico. Segundo a defesa, a criança é a principal responsável por cuidar da mãe, que sofre de paralisia parcial e problemas neurológicos. O marido dela é considerado morto.

Os juízes determinaram que o governo apresente uma nova decisão sobre o caso, depois de uma análise mais detalhada. Outros argumentos apresentados pela defesa, incluindo um recurso com base na Convenção Europeia dos Direitos Humanos, foram rejeitados. O caso difere do de Shamima Begum, que também deixou o Reino Unido para se juntar ao Estado Islâmico e atualmente tenta reverter na Justiça a decisão que retirou sua cidadania britânica.

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1 comentário
  1. Denis R.
    Denis R.

    A Europa vai de mal a pior nestes assuntos relacionados a cidadania/imigração/refugiados etc. A mulher e o marido vão para a Síria encontrar um grupo terrorista mundialmente conhecido e depois voltam “pedindo arrego” para o governo do Reino Unido… e os juízes ainda querem reinserir na sociedade este tipo de pessoa. Isso até acontecer um atentado e um monte de gente inocente morrer…

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