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Morre Dick Cheney, ex-vice-presidente dos EUA e figura-chave da 'guerra ao terror'

Político influente, ele rompeu com o Partido Republicano ao criticar Donald Trump e apoiar Kamala Harris em 2024

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O ex-vice-presidente foi um dos principais idealizadores da “guerra ao terror”, política que incluiu a invasão do Iraque em 2003 | Foto: Divulgação/Casa Branca

Dick Cheney, ex-vice-presidente dos Estados Unidos durante os dois mandatos de George W. Bush, morreu, aos 84 anos, segundo informou sua família à imprensa.

Veterano da política norte-americana, Cheney iniciou a carreira como deputado por Wyoming e ocupou cargos estratégicos no governo federal, incluindo o de chefe de gabinete da Casa Branca e secretário de Defesa. Antes de retornar à vida pública, atuava no setor privado, em uma carreira marcada por influência e altos ganhos.

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Sua projeção mundial veio nos anos 2000, quando ajudou a formular a resposta norte-americana aos atentados de 11 de setembro. Naquela manhã, com Bush fora de Washington, Cheney estava na Casa Branca e coordenou as primeiras reações ao ataque. O episódio marcou sua trajetória e consolidou sua defesa da doutrina de guerras preventivas e de mudanças de regime no Oriente Médio — posições que moldaram a política externa dos Estados Unidos por anos.

Dick Cheney e a ‘guerra ao terror’

O ex-vice-presidente foi um dos principais idealizadores da “guerra ao terror”, política que incluiu a invasão do Iraque em 2003, embasada em informações sobre supostas armas de destruição em massa. Sua influência, exercida nos bastidores, rendeu-lhe a reputação de um dos políticos mais poderosos e controversos de Washington.

Nos últimos anos, Cheney se afastou do Partido Republicano ao criticar Donald Trump, a quem chamou de “covarde” e o maior risco já imposto à república. Em 2024, declarou voto em Kamala Harris, então candidata democrata à Presidência.

Cheney enfrentou problemas cardíacos durante boa parte da vida adulta e sobreviveu a vários infartos. Em 2012, recebeu um transplante de coração, que descreveu como “o próprio presente da vida”. Viveu discretamente desde então, até a morte, em meio ao legado político que continua a gerar debates sobre poder, guerra e moralidade.

Leia também: “Trump intensifica pressão sobre a Nigéria contra extremistas islâmicos”

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