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Ministro da Reunificação pede demissão na Coreia do Sul

O ministro da Reunificação da Coreia do Sul, a principal autoridade das negociações com os vizinhos da Coreia do Norte, pediu demissão

Ministro da Reunificação
Líderes das duas Coreias em 2018 | Foto: Cheongwadae / Blue House

Kim Yeon-chul deixou o cargo de Ministro da Reunificação; presidente do país, conforme disse o porta-voz, aceitou a demissão

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Líderes das duas Coreias em 2018 | Foto: Cheongwadae / Blue House

O ministro da Reunificação da Coreia do Sul, a principal autoridade das negociações com os vizinhos da Coreia do Norte, pediu demissão. Ambos os países estão em um momento de grande tensão.

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Kim Yeon-chul colocou o seu cargo à disposição do presidente do país no início desta semana. O líder sul-coreano, Moon Jae-in, aceitou hoje a demissão do membro do seu gabinete, informa a agência de notícias EFE.

A decisão foi comunicada pelo porta-voz da presidência, Kang Min-seok. As autoridades de Seul acreditam que a demissão de Kim Yeon-chul certamente pode mandar um sinal para a ditadura do norte e reverter a pior crise entre os dois países em mais de dois anos.

Implosão das relações

Na última terça-feira, 16, conforme noticiado pela Oeste, o regime comunista de Kim Jong-un dinamitou um prédio inaugurado em 2018 onde ocorriam negociações entre ambos os países.

O prédio, localizado na cidade fronteiriça de Kaesong, era um símbolo importante da retomada do diálogo entre as duas coreias, que estão oficialmente em guerra desde 1950.

O edifício estava desocupado desde janeiro, quando as autoridades do norte alegaram que era uma medida necessária em razão da pandemia do coronavírus. O primeiro epicentro foi a China e a Coreia do Sul acabou sendo um dos primeiros países atingidos.

Boato sobre a morte de Kim

No final de abril, o mundo ficou aflito com as informações desencontradas sobre o estado de saúde do ditador da Coreia do Norte. Corriam rumores que Kim havia realizado uma cirurgia que não foi bem sucedida e que estava em estado vegetativo, ou mesmo morto.

O desaparecimento de Kim Jong-un, porém, como informado pela Oeste, parece que não passou apenas de uma manobra, considerada por estudiosos da Coreia do Norte, como “classicamente estalinista”.

O objetivo do ditador era testar a lealdade das principais autoridades do país e inegavelmente minar a credibilidade de dissidentes e desertores do seu regime.

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