Civis armados circularam pelas ruas de Caracas neste sábado, 3, segundo uma equipe da emissora CNN norte-americana que esteve na capital venezuelana. Um cinegrafista flagrou o grupo em uma área central, perto de prédios do governo, em um cenário incomum mesmo para os padrões do país. A movimentação aconteceu depois da captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
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Os homens portavam fuzis de assalto e integravam os chamados “colectivos chavistas”. Essas organizações paramilitares atuam em apoio ao regime e mantêm domínio territorial em regiões específicas da cidade.
A legislação venezuelana sobre armas, em vigor desde 2019, restringe o porte exclusivamente a integrantes das Forças Armadas e das polícias. A lei prevê detenção de qualquer civil flagrado com armamento de fogo.
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, convocou publicamente os “colectivos” a se mobilizarem em Caracas. Em mensagem direcionada às chamadas “forças do povo”, o político estimulou a reação imediata.
Quem são os “colectivos chavistas”, que apoiam Maduro
Os “colectivos” funcionam como uma força paralela de controle em áreas pobres da Venezuela. Nessas regiões, eles exercem atribuições típicas de segurança pública, substituindo o Estado.
Antes da queda de Nicolás Maduro, na madrugada deste sábado, os grupos ampliaram sua atuação política e operacional. O próprio ditador classificava os “colectivos” como organizadores da linha de frente de sua revolução socialista.
Líderes da oposição, porém, descrevem essas organizações como estruturas ligadas ao crime organizado. Para eles, os “colectivos” atuam como instrumentos de repressão e intimidação contra a população.
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No Brasil, o PCC e o CV são os equivalentes tupiniquins dos “colectivos” que dão suporte armado ao governo nas comunidades carentes.
Assim como aqui, lá eles exercem domínio territorial pela força e terror contra a população desarmada.
BINGO!!!