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Milei dissolve 'Receita Federal' da Argentina

A Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip) será substituída por órgão de arrecadação mais enxuto

Javier Milei, presidente da Argentina, sorri e usa óculos durante discurso
O presidente da Argentina, Javier Milei | Foto: Reprodução/Twitter/X/@porqueTTarg

O governo de Javier Milei anunciou na segunda-feira 21 a dissolução da Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip) da Argentina, órgão análogo à Receita Federal brasileira, que será substituída por outra unidade, “com uma estrutura simplificada” e um corte de 34% nos cargos públicos.

“A partir de hoje [segunda-feira], a Afip deixará de existir”, celebrou o porta-voz da Presidência, Manuel Adorni. Em coletiva de imprensa, Adorni detalhou que, em seu lugar, será criada a Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (Arca, na sigla em espanhol).

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O porta-voz ressaltou que a nova agência terá uma “estrutura simplificada” e detalhou que os cargos do alto escalão serão reduzidos em 45%, e os cargos de níveis inferiores serão cortados em 31%. “Ou seja, no total, 34% dos cargos públicos serão eliminados”, destacou.

“Além disso, cerca de 3,1 mil funcionários que entraram durante o último governo, entendemos, de maneira irregular, serão realocados e ficarão à disposição”, indicou Adorni, que calculou a economia em “cerca de 6,4 bilhões de pesos por ano”, ou seja, cerca de R$ 37 milhões.

Ao justificar a mudança, revelou os salários de alguns dirigentes do órgão extinto, como o da chefe da Afip, Florencia Misrahi, que continuará à frente da nova unidade, a Arca. “Foi tomada a decisão de que eles deixem a chamada conta de hierarquização, pela qual, atualmente, a titular recebe mais de 30 milhões de pesos por mês; e os diretores, mais de 17 milhões de pesos por mês”.

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Agora, esses funcionários — tanto Florencia quanto os demais diretores da empresa — passarão a receber “salários equivalentes ou equiparados aos que recebem os ministros e os secretários de Estado”, indicou Adorni.

Depois, o porta-voz recordou o papel da Afip em suas últimas gestões. “Ao longo de sua existência, esse órgão funcionou como uma caixa política e, como todos sabemos, submeteu muitos argentinos a perseguições absolutamente imorais”, diz o texto, que destaca que “essa Argentina de voracidade fiscal acabou” e que “o que pertence a cada argentino é seu e de mais ninguém”.

“Nenhum burocrata do Estado tem o direito de delegar o poder de dizer a um argentino o que fazer com sua propriedade”, concluiu o porta-voz.

Milei quer privatizar as rodovias argentinas

O presidente da Argentina, Javier Milei, quer privatizar a operação das rodovias do país, atualmente sob gestão da estatal Corredores Viales. Em entrevista coletiva, Manuel Adorni anunciou que a administração e a manutenção das rodovias nacionais serão transferidas ao setor privado.

Adorni explicou que a Corredores Viales enfrenta um déficit operacional de R$ 170 milhões, coberto até dezembro de 2023 com recursos do Tesouro da Argentina. Desde que Milei assumiu o cargo, em dezembro do ano passado, foram aplicados aumentos tarifários.

Javier Milei promoveu uma reforma liberal na Argentina | Foto: Vox España/Wikimedia Commons
Javier Milei promoveu uma reforma liberal na Argentina | Foto: Vox España/Wikimedia Commons

“A empresa não cumpriu com os padrões mínimos de operação e manutenção”, afirmou Adorni. Segundo o porta-voz, qualquer empresa, nacional ou internacional que apresente o seguro exigido poderá participar da licitação para operar o serviço de forma mais eficiente.

Adorni descreveu a iniciativa como “uma abertura sem precedentes para a transparência”. Ele também ressaltou que as empresas concessionárias “cobrarão a taxa de concessão somente quando tiverem colocado toda a rota em condições”. O governo argentino prevê economizar cerca de R$ 32 bilhões com a privatização.

Leia também: “O destaque de Milei”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 236 da Revista Oeste

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6 comentários
  1. Sérgio Tostes de Escobar
    Sérgio Tostes de Escobar

    Esse é o caminho, diminuir o estado para sobrar recurso para a população.👏👏👏💪💪

  2. Candido Andre Sampaio Toledo Cabral
    Candido Andre Sampaio Toledo Cabral

    Quem sabe o Brasil chegue neste nível um dia.

  3. FORA LULA
    FORA LULA

    meu Deus, que inveja da Argentina!!! Viva la libertá carajo!

  4. João Carlos de Souza Carvalho
    João Carlos de Souza Carvalho

    Mais uma vez eu escrevo que sinto inveja dos argentinos ! Como é bom eleger um presidente honesto , patriota e que deseja o melhor para os seus cidadãos ! O oposto ocorre no Brasil !

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