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Milei cita PCC e Comando Vermelho e cobra do Brasil combate ao 'crime organizado transnacional'

Presidente da Argentina discursou nesta quinta-feira, 13, ao passar a presidência pro tempore do Mercosul a Lula

Javier Milei, presidente da Argentina, discursou na cúpula do Mercosul nesta quinta-feira, 3 de julho | Foto: Reprodução/YouTube
Javier Milei, presidente da Argentina, discursou na Cúpula do Mercosul nesta quinta-feira, 3 de julho | Foto: Reprodução/YouTube

Em discurso na cúpula do Mercosul nesta quinta-feira, 3, o presidente da Argentina, Javier Milei, cobrou publicamente que o Brasil, que assume a presidência pro tempore do bloco sul-americano, atue para combater o crime organizado transnacional. Ele também citou o perigo das facções criminosas PCC e Comando Vermelho.

Em sua última participação na presidência do Mercosul, Milei também citou detenções ilegais na Venezuela, ditadura governada pelo aliado histórico de Lula, Nicolás Maduro.

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“Em termos de segurança, enfrentamos o enorme desafio de erradicar da região o câncer do crime organizado, principalmente o narcotráfico, que não reconhece fronteiras e nos destrói a todos”, declarou em seu discurso na cúpula do Mercosul. “É por isso que, no início desta presidência pro tempore, propus a criação de uma agência do Mercosul contra o crime organizado transnacional. Este é um recurso que não pode esperar. Precisamos agir com urgência, não nos prender a declarações ou dúvidas. Devemos transformar os compromissos assumidos pelos nossos governos em ações.”

Milei cita PCC e Comando Vermelho

Em seguida, citou o PCC e Comando Vermelho, facções criminosas que controlam o narcotráfico no Brasil e se estendem por 28 países, segundo o Ministério Público. “Se o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho se espalhassem por todo o Mercosul, toda a região estaria em perigo, e seria impossível estabelecer um lar permanente a partir de seus países de origem.”

Por isso, ele cobrou do Brasil uma postura firme contra o crime organizado. “É por isso que encerro esta presidência deixando esse compromisso para a próxima presidência do bloco, liderada pelo Brasil. Estou confiante de que juntos seremos capazes de fornecer ao Mercosul a ferramenta necessária para combater efetivamente o crime organizado transnacional.”

No discurso, Javier Milei também exigiu “a pronta libertação” dos presos políticos da ditadura venezuelana. “Nessa mesma linha, não podemos ignorar os inúmeros casos de detenções ilegais na Venezuela.”

Milei defende mais liberdade e reformas no Mercosul

Milei pediu reformas dentro do bloco Mercosul e fez um alerta aos países membros. “Devemos parar de pensar no Mercosul como um escudo que nos protege do mundo e começar a pensar nele como uma lança que nos permite penetrar efetivamente nos mercados globais.”

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Segundo ele, a Argentina precisa de liberdade para chegar a outros mercados e, por isso, o país irá junto com o bloco ou sozinho. “Embarcaremos no caminho da liberdade, juntos ou sozinhos, porque a Argentina não pode esperar”, disse Milei. “Precisamos urgentemente de mais comércio, mais atividade econômica, mais investimentos e mais empregos. É por isso que precisamos urgentemente de mais liberdade.”

“Nossa nação decidiu deixar para trás décadas de estagnação”, prosseguiu o presidente argentino. “E cabe aos parceiros do Mercosul decidir se querem nos ajudar a continuar no caminho que escolhemos.”

3 comentários
  1. Lauro Patzer
    Lauro Patzer

    Por onde a esquerda passa há estagnação. Isso aconteceu na Argentina, que foi ao fundo do poço. O povo não aguentou mais a roubalheira, a gastança, a incompetência e o rombo fiscal causador da inflação. Com Milei na presidência o país está começando a respirar e aos poucos voltar à normalidade.

  2. Edson Csuraji
    Edson Csuraji

    Não dá nem para pedir ao Lula que se espelhe no Miley. Não tem competência, interesse e nem coragem para enfrentar a máquina velha, obsoleta , inchada e ineficiente do estado brasileiro

    1. MC75
      MC75

      O ladrão de 9 dedos É a máquina velha, obsoleta, inchada e ineficiente do estado brasileiro, além de ser um celerado da pior espécie, descondenado pela parte togada da quadrilha que comanda.

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