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Microsoft demite funcionárias depois de protesto contra venda de IA ao Exército de Israel

Ibtihal Aboussad e Vaniya Agrawal foram desligadas da empresa na última segunda-feira, 7

Apps da Microsoft ainda apresentam falhas depois de apagão | Foto: AP Photo/Michel Euler
Israel teria utilizado tecnologia da Microsoft em ações militares | Foto: AP Photo/Michel Euler

A Microsoft demitiu, na última segunda-feira, 7, duas funcionárias depois de protestarem durante a celebração dos 50 anos da empresa. Elas criticaram a venda de tecnologia de inteligência artificial ao Exército de Israel. O grupo “No Azure for Apartheid” divulgou a venda.

O protesto ocorreu no campus da Microsoft em Redmond, em Washington, com a presença de personalidades como Bill Gates e Steve Ballmer, na sexta-feira 4. A engenheira de software Ibtihal Aboussad interrompeu a palestra de Mustafa Suleyman, diretor-executivo de IA da Microsoft, e acusou a empresa de contribuir para a morte de civis.

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“Vocês alegam se importar com o uso da IA para o bem, mas a Microsoft vende armas de IA para o Exército israelense”, disse Ibtihal, que lançou um lenço keffiyeh no palco, um símbolo de apoio aos palestinos.

O evento foi transmitido ao vivo, o que forçou Suleyman a interromper sua apresentação. Ele tentou acalmar a situação ao dizer: “Obrigado pelo seu protesto, eu ouço você”. No entanto, Ibtihal continuou a acusar a empresa de ter “sangue nas mãos”. Depois disso, foi retirada do local pela segurança.

Microsoft chamou o protesto de “hostil e inapropriado”

Sede da Microsoft
Microsoft pode levar multa bilionária por causa da violação | Foto: Wayback Machine/Wikimedia

Ibtihal, que trabalhava na sede da Microsoft em Toronto, foi informada por um representante de recursos humanos que seria demitida imediatamente. O grupo de defesa relatou que ela poderia ter abordado suas preocupações de forma confidencial. A companhia justificou a demissão de Ibtihal ao alegar que suas ações foram “hostis e altamente inapropriadas”.

Vaniya Agrawal, outra funcionária da Microsoft, também protestou, em outro momento do evento. Ela já havia planejado deixar a empresa em 11 de abril, mas foi informada que sua saída seria antecipada.

Protestos contra o trabalho da Microsoft com Israel não são novidade. Em fevereiro, cinco funcionários foram removidos de uma reunião com o CEO, Satya Nadella, depois de protestarem contra contratos semelhantes. A polêmica ganhou força depois de uma investigação da Associated Press revelar o uso de modelos de IA da Microsoft e da OpenAI em programas militares israelenses.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    Baderneiras merecem ser transferidas para ODR (Olho da Rua).

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