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México: retaliação pela morte de El Mencho deixa 25 agentes mortos

Onda de violência depois de queda do líder do Cartel Jalisco Nova Geração atinge oito Estados

Depois da morte de El Mencho, o cartel começou uma série de ataques terroristas no México | Foto: Reprodução/Redes Sociais
Depois da morte de El Mencho, o cartel começou uma série de ataques terroristas no México | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, o El Mencho, desencadeou uma violenta onda de retaliação que vitimou 25 membros da Guarda Nacional do México. Segundo o ministro da Segurança, Omar García Harfuch, os agentes morreram em seis ataques coordenados no Estado de Jalisco nesta segunda-feira, 23. Além dos militares, a lista de mortos inclui um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público e uma mulher não identificada. O governo mexicano confirmou que as forças de segurança abateram 34 suspeitos de integrar o cartel durante os confrontos.

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As autoridades revelaram que a inteligência militar descobriu o paradeiro de El Mencho em decorrência do monitoramento de uma visita de sua namorada ao esconderijo em Tapalpa. O líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG) sofreu ferimentos graves durante a incursão militar no domingo e morreu durante o transporte aéreo para a capital. Na operação, o Exército apreendeu veículos blindados e lançadores de foguetes, armamento utilizado pela facção para enfrentar o Estado.

México sob lei marcial de fato

O país permanece em estado de alerta máximo. Escolas em pelo menos oito Estados suspenderam as aulas, enquanto a população busca abrigo contra os ataques remanescentes. A presidente Claudia Sheinbaum pediu calma e garantiu que o governo já desobstruiu as 229 estradas bloqueadas por criminosos no domingo. Sheinbaum afirmou que o país está “em paz e calmo”, embora os números da violência contradigam a retórica oficial.

As investigações agora miram a estrutura financeira do cartel. Um grupo de trabalho especial foca a lavagem de dinheiro da organização, que expandiu seus domínios na última década por meio de extorsão e do tráfico de cocaína e fentanil. O CJNG tornou-se o principal rival do Cartel de Sinaloa, superando a facção de “El Chapo” Guzmán em agressividade e poder de fogo.

Pressão de Trump e cooperação militar

O presidente norte-americano, Donald Trump, utilizou as redes sociais para pressionar o México por medidas mais enérgicas. Trump afirmou que o país vizinho precisa “intensificar seus esforços contra os cartéis e as drogas”, logo que os Estados Unidos prestaram apoio logístico e de inteligência na operação que eliminou El Mencho. A recompensa de US$ 15 milhões oferecida por Washington evidenciava a prioridade que o capturar representava para a Casa Branca.

A Guarda Nacional, transferida recentemente para o comando militar, enfrenta agora o desafio de conter a reestruturação interna do cartel. O secretário Harfuch garantiu que o monitoramento é constante para evitar que uma nova liderança promova mais derramamento de sangue. O governo espera retomar os voos para áreas turísticas, como Puerto Vallarta, até esta terça-feira, mas a sensação de insegurança ainda paralisa o comércio e a rotina dos cidadãos em grande parte do território mexicano.

Leia também: “Trump volta a criticar Suprema Corte dos EUA”

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