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Mergulhadores resgatam rotor que pode ter derrubado helicóptero em NY; assista

Responsável por movimentar as pás e dar sustentação ao veículo, peça se desprendeu da aeronave; empresa de turismo encerra as operações

Segundo as investigações, o helicóptero na imagem acima é exatamente a aeronave que caiu no Rio Hudson e matou seis pessoas: problemas previamente detectados | Foto: Reprodução/Twitter/X
Segundo as investigações, o helicóptero na imagem acima é exatamente a aeronave que caiu no Rio Hudson e matou seis pessoas: problemas previamente detectados | Foto: Reprodução/Twitter/X

Mergulhadores recuperaram nesta segunda-feira, 14, o rotor principal do helicóptero que caiu no Rio Hudson, em Nova York, na última quinta-feira, 10. O resgate da peça pode fornecer informações valiosas para os investigadores que apuram as causas do acidente. Morreram o piloto e cinco pessoas de uma família espanhola. 

Testemunhas viram mergulhadores retirando o rotor do rio turvo. A peça pode ser a pista necessária para entender a razão de o helicóptero principalmente se desintegrar no ar e depois mergulhar no rio. Conforme o jornal New York Post, um vídeo mostra o rotor girando enquanto despenca de forma desacoplada da aeronave.

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Helicóptero apresentou problemas em 2024

As autoridades envolvidas no caso retiraram grandes pedaços de destroços do veículo que era de propriedade e estava sob a operação da New York Helicopter. A empresa anunciou que decidiu encerrar as suas operações.

O helicóptero Bell 206L-4 LongRanger IV apresentou, em setembro de 2024, um problema mecânico em seu conjunto de transmissão, conforme  revelaram registros da Administração Federal de Aviação (FAA). A FAA equivale à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no Brasil. 

Como parte da apuração, os investigadores vão analisar os destroços, bem como o trabalho de manutenção que a aeronave recebeu, incluindo diretrizes de aeronavegabilidade de segurança recentes que a FAA emitiu sobre os modelos de helicópteros Bell 206L.

A primeira diretriz, de dezembro de 2022, exigia a inspeção e possível substituição das pás do rotor principal dos modelos devido à “delaminação”. Trata-se de um problema com as camadas internas da pá que se separam em razão da fadiga do material, danos ou outros defeitos. 

A segunda diretriz, que o órgão emitiu em maio de 2023, exigia a realização de testes nos eixos do rotor de cauda de oito modelos, incluindo o helicóptero que protagonizou o acidente no dia 10. As autoridades ainda não determinaram o que exatamente causou o incidente.

O serviço de resgate recuperou os corpos das seis vítimas logo depois do acidente. Morreram o piloto Seankese Johnson, 36, o CEO da Siemens na Espanha, Agustin Escobar, 49, sua esposa, Mercè Camprubí Montal, 39, seus três filhos, Victor, 4, Mercedes, 8, e Agustin, 10.

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