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Mercosul cria comissão para combater o crime organizado transnacional

Ministros do bloco buscam fortalecer a cooperação regional, com foco em estratégias integradas e segurança

13/11/2025 - LXII Reunião de Ministros do Interior e Segurança Pública do Mercosul
13/11/2025 - LXII Reunião de Ministros do Interior e Segurança Pública do Mercosul | Foto: Tom Costa/MJSP

O Mercosul estabeleceu uma nova frente regional contra o crime organizado, depois de encontro, nesta quinta-feira, 13, no Ministério da Justiça e Segurança Pública, em Brasília.

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Ministros e representantes de nove países da América do Sul concordaram em criar a Comissão da Estratégia do Mercosul contra o Crime Organizado Transnacional. Ela vai ter como missão orientar a cooperação entre os países na luta contra organizações criminosas presentes em múltiplos territórios.

O evento foi promovido a pedido do ministro da Justiça do Brasil, Ricardo Lewandowski, e reuniu delegações de Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Chile, Colômbia, Peru e Panamá, além de brasileiros, que atualmente ocupam a presidência do bloco.

Segundo Lewandowski, “isto representa não apenas um organismo permanente para enfrentar esse problema, mas também este órgão terá incumbência de estabelecer uma estratégia permanente, com objetivos de curto, médio e longo prazo que permitirão uma integração ainda maior dos Estados membros do Mercosul”.

Contexto político e funcionamento da comissão do Mercosul

Bandeiras de países do Mercosul
Bandeiras de países do Mercosul | Foto: Tom Costa/MJSP

O lançamento da comissão ocorre em um contexto de debates intensos sobre segurança pública no país, assunto que ganhou destaque entre os eleitores e impacta o cenário político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Conforme o acordo firmado, as reuniões do grupo devem acontecer presencialmente a cada 18 meses. Elas reunirão ministérios da área de segurança, forças policiais, promotorias, unidades de inteligência financeira e outras autoridades relacionadas.

Leia também: “Insegurança nacional”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 295 da Revista Oeste

De acordo com o Ministério da Justiça do Brasil, a iniciativa busca combater redes criminosas que atuam na produção, na distribuição, na venda e na lavagem de dinheiro, com grande influência no território brasileiro e em países vizinhos, como Paraguai e Bolívia. Um dos pontos mais sensíveis que os participantes sugeriram é o Corredor Rodoviário Bioceânico, rota estratégica que conecta o Oceano Atlântico ao Pacífico.

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