Entre 330 mil e 360 mil manifestantes foram feridos em meio à repressão contra a recente onda de protestos no Irã. A estimativa é de um relatório produzido por médicos de Teerã, com números de oito hospitais oftalmológicos e de 16 salas de atendimento de emergência da capital do país.
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O jornal britânico The Sunday Times publicou o documento no sábado 17. De acordo com o relatório, mil feridos perderam ao menos um dos olhos. “Há tantas lesões oculares causadas por tiros de espingarda que não sabemos quem tratar primeiro”, disse um oftalmologista.
Um dos funcionários da Clínica Noor, em Teerã, relatou a realização de 800 cirurgias para a extração de olhos em uma única noite. O mesmo local atendeu 7 mil feridos com lesões oculares. Além disso, estima-se entre 16,5 mil e 18 mil mortos.
Protestos no Irã
No fim de 2025, iranianos tomaram as ruas em manifestações contra o aumento do custo de vida no país. Conforme o movimento ganhou força, os protestos passaram a reivindicar o fim do regime: a ditadura dos aiatolás, que comanda o Irã há quase 50 anos.
Ditadura religiosa
Aiatolá é a palavra árabe para “sinal de Deus”. Trata-se de um alto cargo de sacerdote do clero muçulmano. Desde 1979, o posto mais alto na política do país é ocupado por um homem nessa posição, com o título de líder supremo.

O primeiro líder supremo iraniano foi Ruhollah Khomeini. Ele permaneceu no cargo até morrer, em 1989. Em seu lugar, assumiu Ali Khamenei, que desde então permanece com o mesmo papel.
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