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Martelinho de Ouro: brasileiro se torna referência na técnica que repara carros

Método artesanal de funilaria é feito para consertar pequenos amassados com ferramentas delicadas

Martelinho de ouro brasileiro Diego Pereira Almeida
Diego Pereira Almeida ganhou competição no Japão | Foto: Reprodução/Arquivo Martelinho de ouro brasileiro Diego Pereira Almeida

O brasileiro Diego Pereira Almeida, de 40 anos, se tornou referência mundial na técnica do Martelinho de Ouro, relata a Folha de S. Paulo. Em dezembro, ele conquistou o bicampeonato na Exposição Internacional de Reparo Automotivo Inteligente (IASRE), competição realizada no Japão.

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Ele obteve o primeiro título em 2018, seguido de outras vitórias em competições na Alemanha. Mais recentemente, em fevereiro, sua equipe venceu o Mobile Tech Expo, realizado em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos.

Natural de Vitória da Conquista, na Bahia, Almeida explica que, nos concursos, o principal ponto avaliado é a qualidade do trabalho. O tempo de execução é o que prevalece como critério de desempate. Durante a mais recente competição no Japão, Diego Almeida fez reparo na coluna dianteira de um automóvel.

“No Japão, tivemos uma hora para fazer dois amassados pequenos na coluna e um amassado grande no para-lama” conta ele ao jornal. “Terminei toda a prova em 42 minutos, restando ainda 18 minutos, e os demais competidores usaram quase todo o tempo.”

Almeida cita seu tio Pedro como o responsável por sua entrada no ramo. “Em 2008, fui a São Paulo treinar com meu tio, da Visão Martelinho de Ouro, e tive a honra de adquirir toda a base necessária para meu avanço”, afirma.

O chamado Martelinho de Ouro é uma técnica artesanal de funilaria feita para reparar pequenos amassados com ferramentas delicadas, como pinos e martelinhos com borrachas nas extremidades. O profissional devolve à chapa sua forma original, evitando a repintura. A paciência e a minúcia fazem da atividade uma arte.

Quem patenteou o nome deste método foi Pedro de Souza Santana, que não é o tio de Diego Almeida. Santana desenvolveu suas habilidades na linha de produção da Volkswagen, em São Bernardo do Campo. Lá resolvia pequenos problemas durante a montagem dos carros. Aos 76 anos, completados neste mês, Santana mantém seu próprio negócio desde 1979.

Granizo e Martelinho de Ouro

A Folha conta que, depois de um tempo de aprendizado, Almeida abriu sua oficina na Bahia, que funcionou por 11 anos. Teve experiências em viagens ao exterior e então decidiu investir na Austrália, onde montou sua própria equipe.

Foram seguidas premiações desde então. Almeida passou a ensinar seu ofício. Seu curso avançado e a mentoria oferecida na Austrália atraem profissionais de diferentes países.

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O reparo de carros atingidos por granizo se tornou uma das principais especialidades de Almeida. A formação fornecida por ele conta com especialistas da Fast PDR Tools, empresa brasileira que fabrica ferramentas para o ofício.

“Recrutamos profissionais quando ocorrem grandes tempestades de granizo na Austrália, sendo necessário trazer mão de obra de todo o mundo”, completa Almeida.

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