A Marinha dos Estados Unidos realizou nesta terça-feira, 16, o primeiro lançamento marítimo do drone kamikaze LUCAS (Low-Cost Unmanned Combat Attack System/ Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo). O equipamento custa cerca de US$ 35 mil.
Inédita nas Forças Armadas norte-americanas, a operação ocorreu em águas do Oriente Médio. O processo envolveu o emprego do sistema a partir de um navio de combate litorâneo. A manobra representa principalmente um marco na integração de plataformas não tripuladas às operações navais.
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Marinha: atuação em área sensível do planeta
O lançamento teve a condução de uma unidade especializada em sistemas autônomos. Ela responde por uma das regiões mais sensíveis do planeta em termos de segurança marítima. Conforme autoridades militares, o sucesso da operação demonstra desse modo a capacidade de empregar drones de ataque de mão única diretamente do mar. O procedimento dispensa assim a necessidade de grandes adaptações estruturais nas embarcações.
O LUCAS recebeu a classificação de drone kamikaze porque seu projeto consiste em atingir alvos mediante voo controlado e depois se desintegrar em razão da violência do impacto. De baixo custo em comparação a mísseis tradicionais, o sistema amplia o número de opções ofensivas disponíveis aos comandantes navais.
A arma pode se destacar sobretudo em cenários de alta tensão e em áreas onde o emprego de aeronaves tripuladas envolve riscos elevados. A Marinha dos EUA diz que a adoção desse tipo de tecnologia responde a mudanças no ambiente estratégico global. Ela se refere a um contexto de proliferação de drones armados e sistemas autônomos sob o comando de governos e de grupos privados.
O objetivo, segundo os militares, é garantir maior flexibilidade operacional, aumentar a capacidade de dissuasão e reduzir custos em operações de combate. O teste integra um esforço mais amplo do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O foco é acelerar o desenvolvimento e a incorporação de sistemas não tripulados em diferentes domínios, incluindo mar, ar e terra.
Leia também: “A guerra do futuro”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 283 da Revista Oeste
A expectativa é que drones como o LUCAS passem a ser empregados de forma regular em exercícios e missões reais, atuando de maneira integrada com outras plataformas militares.
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