Vencedora do Nobel da Paz 2025, María Corina Machado afirmou nesta quinta-feira, 13, que a Venezuela vive um momento decisivo. Ela garantiu que a transição será pacífica e estruturada. O pronunciamento ocorreu durante participação virtual no fórum do Grupo Idea. A associação reúne ex-presidentes ibero-americanos no Miami-Dade College (MDC), entre eles José María Aznar e Álvaro Uribe.
+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste
Receba nossas atualizações
A líder opositora destacou que a situação do país representa um ponto de inflexão para toda a América Latina. Ela afirmou que a união do povo venezuelano será a base para uma transição ordenada, transparente e irreversível, transformando a Venezuela em um exemplo de mudança no continente.
Tensão internacional cresce perto da Venezuela
Apesar do deslocamento do porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford e de seu grupo de ataque para o Caribe, Machado não se referiu diretamente à presença militar dos EUA. No entanto, endossou a estratégia do presidente Donald Trump contra Nicolás Maduro, reforçando que a liberdade do povo venezuelano é inevitável.
“Desde o primeiro dia, assumiremos o controle institucional, atenderemos à emergência humanitária, implementaremos reformas e consolidaremos mudanças profundas para garantir que o país nunca mais volte atrás”, afirmou Machado.
ÚLTIMA HORA | María Corina Machado percibe "horas decisivas" para Venezuela y garantiza una transición "pacífica".
— AlbertoRodNews (@AlbertoRodNews) November 12, 2025
"Lo que está ocurriendo en Venezuela no es solo un hecho nacional, es un punto de inflexión de toda América Latina" https://t.co/82o80el9Uc pic.twitter.com/WTbLNyFDu7
O discurso da líder ocorre em meio a crescentes tensões. Maduro acusou a oposição de alimentar ameaças externas e ativou os “Comandos para a Defesa”, prometendo resistência armada se necessário. Enquanto isso, operações militares norte-americanas seguem no Caribe, com foco no combate a narcotraficantes.
Machado solicitou apoio internacional para fortalecer a transição e pediu que os ex-presidentes presentes no fórum contribuam para o fim das ditaduras de Cuba, Nicarágua e Venezuela. Ao mesmo tempo, ações dos EUA na região provocaram condenações da França e do Parlamento russo e levaram Colômbia e Reino Unido a suspenderem o compartilhamento de inteligência com Washington.
Leia também: “Venezuela aprova lei de defesa nacional e ativa comandos militares”
Venezuela aprova lei de defesa nacional e ativa comandos militares
Maria Corina fala sobre seu drama pessoal na Venezuela
Rússia diz que vai ajudar Venezuela, mas age com cautela
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.