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María Corina Machado prevê momento decisivo para a Venezuela

Líder opositora garante transição pacífica e pede apoio internacional em meio à pressão sobre Caracas

maría corina machado - líder de oposição ao ditador nicolás maduro na venezuela
Engenheira de formação, filha de um empresário do setor siderúrgico, María Corina começou sua luta política em 2004 | Foto: Reprodução/Instagram/@mariacorinamachado

Vencedora do Nobel da Paz 2025, María Corina Machado afirmou nesta quinta-feira, 13, que a Venezuela vive um momento decisivo. Ela garantiu que a transição será pacífica e estruturada. O pronunciamento ocorreu durante participação virtual no fórum do Grupo Idea. A associação reúne ex-presidentes ibero-americanos no Miami-Dade College (MDC), entre eles José María Aznar e Álvaro Uribe.

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A líder opositora destacou que a situação do país representa um ponto de inflexão para toda a América Latina. Ela afirmou que a união do povo venezuelano será a base para uma transição ordenada, transparente e irreversível, transformando a Venezuela em um exemplo de mudança no continente.

Tensão internacional cresce perto da Venezuela

Apesar do deslocamento do porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford e de seu grupo de ataque para o Caribe, Machado não se referiu diretamente à presença militar dos EUA. No entanto, endossou a estratégia do presidente Donald Trump contra Nicolás Maduro, reforçando que a liberdade do povo venezuelano é inevitável.

“Desde o primeiro dia, assumiremos o controle institucional, atenderemos à emergência humanitária, implementaremos reformas e consolidaremos mudanças profundas para garantir que o país nunca mais volte atrás”, afirmou Machado.

O discurso da líder ocorre em meio a crescentes tensões. Maduro acusou a oposição de alimentar ameaças externas e ativou os “Comandos para a Defesa”, prometendo resistência armada se necessário. Enquanto isso, operações militares norte-americanas seguem no Caribe, com foco no combate a narcotraficantes.

Machado solicitou apoio internacional para fortalecer a transição e pediu que os ex-presidentes presentes no fórum contribuam para o fim das ditaduras de Cuba, Nicarágua e Venezuela. Ao mesmo tempo, ações dos EUA na região provocaram condenações da França e do Parlamento russo e levaram Colômbia e Reino Unido a suspenderem o compartilhamento de inteligência com Washington.

Leia também: “Venezuela aprova lei de defesa nacional e ativa comandos militares”

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