A validação do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul foi reconhecida, nesta sexta-feira, 9, como um divisor de águas para a política comercial do bloco europeu. O chanceler alemão Friedrich Merz destacou a importância estratégica da decisão, depois da maioria qualificada dos embaixadores dos 27 países-membros da UE manifestar apoio ao tratado, com os votos do Conselho Europeu previstos para divulgação ainda hoje.
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Merz pontuou que a aprovação representa “um marco na política comercial europeia e um sinal importante da nossa soberania estratégica e da nossa capacidade de agir. Mais de 25 anos de negociações é tempo demais. Agora é importante concluir rapidamente os próximos acordos de livre-comércio”.
Repercussão política e econômica na Alemanha
Lars Klingbeil, ministro das Finanças da Alemanha, também celebrou a medida, e ressaltou que ela simboliza o compromisso do bloco com o multilateralismo. “Enquanto outros estão se fechando e adotando políticas comerciais cada vez mais agressivas, nós estamos apostando em novas parcerias”, tratou Klingbeil em comunicado oficial.
A Alemanha, que tradicionalmente apoia o pacto, avalia que a abertura de novos mercados será fundamental para sua economia exportadora, principalmente em um contexto de busca por superação de um prolongado período de estagnação. O setor automotivo do país, representado pela Associação da Indústria Automobilística Alemã (VDA), também reagiu positivamente.
Impacto nas indústrias automotiva e química com acordo
Hildegard Müller, presidente da VDA, afirmou que “o acordo UE-Mercosul abre oportunidades consideráveis para a indústria automotiva”. Atualmente, peças automotivas exportadas ao Mercosul estão sujeitas a tarifas de até 18%, enquanto carros de passeio enfrentam taxas que chegam a 35%, segundo a dirigente.
Também a federação da indústria química da Alemanha (VCI) comemorou o avanço do tratado. O presidente da entidade, Wolfgang Große Entrup, enfatizou que “a UE está enviando um sinal forte em tempos difíceis: a Europa quer ajudar a moldar o futuro, e não apenas ficar assistindo”.
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Não foi esse mesmo chanceler que ficou aliviado de ter caído fora da FLOP 30 ano passado?